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Linha de Balanço como método de planejamento de obra

Planejamento de Obra

Como em qualquer área de atuação, o planejamento é uma atividade fundamental para o sucesso do negócio. Na construção civil não é diferente. Realizar a etapa de planejamento de obra com tarefas, prazos e objetivos bem definidos ajuda a empresa otimizar o tempo, os recursos e realizar as entregas dos empreendimentos conforme previsto.

Mais importante que planejar é acompanhar as atividades que estão sendo executadas e sempre que necessário realizar revisões no cronograma, a fim de garantir que esteja sempre atualizado e em conformidade com o avanço da obra.

Outro ponto relevante consiste na definição da metodologia e da ferramenta que serão utilizadas para elaboração do planejamento. Existem várias soluções disponíveis e a empresa deve adotar a mais aderente ao seu negócio, levando em consideração a estrutura operacional e o tipo de obra que executa.

Neste post vamos abordar uma forma de planejamento que está sendo muito utilizada na construção civil, a linha de balanço.

 

Planejamento em Linha de Balanço

O método de linha de balanço é muito utilizado na construção civil, especialmente em obras que possuem padrão de repetição. Uma característica marcante é o planejamento dos recursos para serem utilizados de forma contínua e com a menor interrupção possível.

Para ter sucesso na implantação da metodologia, além de conhecer bem os processos e o negócio da empresa, é necessário seguir alguns princípios:

Princípio do valor
Com a visão do cliente final, deve-se identificar e analisar o que agrega valor em seu processo produtivo. Importante destacar que nesse caso os clientes finais não são necessariamente os clientes da empresa, mas os profissionais que irão consumir ou beneficiar dos serviços executados na obra.

Fluxo do valor
Nesse princípio é importante identificar as atividades necessárias para a conclusão do processo produtivo, eliminando as que geram desperdícios de recursos e otimizando as que são essenciais.

Fluxo contínuo
Nesse princípio destaca-se o alinhamento dos processos produtivos com equipes multidisciplinares, com fluxo de produção contínua e em ritmo cadenciado pelo cliente final.

Produção Puxada
Este princípio visa a produção necessária para o prazo estipulado e de acordo com a necessidade do cliente final.

Melhoria contínua
Com este último princípio devemos buscar a melhoria constante do processo produtivo. Para isso, é necessário medir todas as atividades, a fim de conhecer os resultados e propor as melhorias necessárias.

 

Principais benefícios da Linha de Balanço

Um dos maiores benefícios da implantação da linha de balanço no planejamento das obras está relacionado com a agilidade na execução das tarefas através de força de trabalho contínua e interrupta, o que implica aumento da produtividade das equipes, além de otimizar e reduzir desperdícios de recursos.

Com a adoção da metodologia as informações geradas pelo planejamento ficam muito mais acessíveis, facilitando a visualização da dependência entre as tarefas e estimulando à cooperação entre as equipes.

Outro ponto de destaque é a facilidade na identificação dos desvios do plano de obra e agilidade nos ajustes e replanejamento, contribuindo para entregas nos prazos previstos.

 

Para aprofundar os estudos e encontrar materiais específicos sobre o tema, recomendamos o blog do nosso parceiro Aval Engenharia.

Autor:

Thiago Campos

Thiago Campos

Diretor – TCP Sistemas

Administrador de empresas e especialista em tecnologia da informação, ajuda empresas da indústria da construção na adoção da tecnologia na gestão de seus negócios.

Aprenda como fazer o cálculo do BDI

Na construção do cálculo do BDI – Benefícios e Despesas Indiretas, importante ferramenta utilizada pelos profissionais de engenharia para a composição dos preços de venda dos serviços orçamentários, precisamos destacar dois conceitos.

 

Custo Direto

Está relacionado a tudo que impacta diretamente nos custos de execução das obras. Materiais, mão de obra e equipamentos são alguns exemplos de custos diretos.

 

Custo indireto

Está relacionado ao custo não operacional da empresa, ou seja, gastos não relacionados a execução das obras. Administração Central, despesas financeiras, impostos, seguros e garantias são alguns exemplos de custos indiretos.

Antes de avançarmos com o cálculo do BDI, é importante destacar que existem várias fórmulas de cálculo e a empresa deve adotar a mais aderente ao seu negócio, levando em consideração o tipo de obra que executa, a estrutura administrativa e o enquadramento tributário.

Empresas que executam obras privadas, geralmente possuem mais liberdade na composição do seu BDI, enquanto empresas que atende ao setor público precisam se adequar aos editais dos órgãos contratantes. Um exemplo de regulamentação para o cálculo do BDI em obras públicas é o acórdão do Tribunal de Contas da União número 2622/2013.

 

Cálculo do BDI

Nesse post vamos utilizar a fórmula sugerida pelo Instituto de Engenharia de Custos (IBEC).

BDI = { [ ( 1+ AC + CF + S + G + MI ) / ( 1 – TM – TE – TF – MBC ) ] – 1} x 100

Onde: AC = Administração Central
Representa os custos administrativos que apoiam a obra. Uma boa forma de se calcular o percentual de administração central é dividir o total faturado no exercício anterior pelo total do custo administrativo do mesmo período. Vale ressaltar que esse índice deve ser calculado de acordo com o porte e realidade da empresa, no mercado varia de 5% a 15%.

CF = Custo Financeiro
Representa o custo de oportunidade ou o rendimento do valor empregado na obra em caso de um investimento no mercado financeiro.

S = Seguros
Representam os seguros previstos em contrato para a execução da obra.

G = Garantias
Representa as garantias dos serviços executados.

MI = Margem de Incerteza
Representa as despesas com imprevisto não consideradas no custo da obra ou cobertas pelos seguros contratados, no mercado varia de 5% a 10%.

TM = Tributos Municipais
Representa a alíquota de imposto do município (exemplo ISS).

TE = Tributos Estaduais
Representa a alíquota de imposto do estado (exemplo ICMS).

TF = Tributos Federais
Representa as alíquotas de impostos da união (exemplo Simples Nacional, PIS, COFINS, CSLL, IRPJ e INSS).

MBC = Margem Bruta de Contribuição (Lucro Bruto)
Representa o lucro bruto pretendido pela empresa.

 

Pontos de atenção:

No que se refere a carga tributária é importante que a empresa verifique junto a contabilidade o seu enquadramento para maior precisão no cálculo do BDI.

Como vimos existem várias fórmulas de se calcular o BDI, independente do modelo escolhido pela empresa é importante se certificar que os percentuais referentes aos impostos e a margem bruta de contribuição estão incidindo sobre o preço de venda e não sobre o preço de custo.

APLICAÇÃO DO BDI

O cálculo do valor de venda de um serviço, é determinado pela aplicação do BDI sobre o custo direto.

Preço de Venda = Preço de Custo x (1 + BDI%)

 

Importância do BDI

O BDI quando formulado e aplicado seguindo metodologia e conceitos aderentes ao seu negócio, ajuda a empresa a ter um preço de venda justo, sustentável e pautado em seu tipo de obra, desta forma há um ganho competitividade e maior credibilidade no mercado. Além disso, quando incorporamos da forma correta os custos indiretos, margem de incerteza, seguros e pós obra, encargos e lucro esperado, a empresa tem uma segurança maior que irá conseguir as margens desejadas.

Autor:

Thiago Campos

Thiago Campos

Diretor – TCP Sistemas

Administrador de empresas e especialista em tecnologia da informação, ajuda empresas da indústria da construção na adoção da tecnologia na gestão de seus negócios.