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Gestão das construtoras em 2022: como fazer?

Gestão das construtoras em 2022: como fazer?

Depois de dois anos desafiadores, o que esperar e como fazer a gestão das construtoras em 2022?

O último construsummit trouxe dados animadores ao apresentar lições otimistas para o mercado durante as plenárias. Um dos destaques da última edição foi o rumo do cenário macroeconômico. Isso porque a inflação e taxa Selic seguem elevadas.

O evento que aconteceu em 2021 trouxe falas otimistas dos analistas, Ana Maria Castelo (FGV), Ieda Vasconcelos (CBIC), Luiz França (Abrainc) e Rodrigo Navarro (Abramat). Porém, existe muita cautela devido às possíveis variáveis.

O preço dos materiais, por exemplo, é um ponto que deve impactar o mercado durante todo o ano de 2022.

O FGV/IBRE produziu uma análise importante para Sinducon-SP que aponta que aos poucos essa alta vem desacelerando, mas ainda assim o valor dos insumos é um problema para o crescimento do setor nos próximos meses.

De todo modo, as empresas precisam encarar essa situação e pensar em soluções a partir dos dados obtidos, já que o problema é uma realidade. É isso que o presidente da Abramat destaca, que é preciso se basear na estimativa de estabilidade e redução do valor ainda em 2022.

Entendendo esse cenário, afinal qual é a melhor solução para gerenciar as construtoras em 2022? Neste texto serão tratados diversos pontos importantes sobre isso.

Dados:palvra-chave para a gestão das construtoras em 2022
Tecnologia, inovação e digitalização: escolha ou necessidade?
Outros aspectos importantes para a gestão das construtoras em 2022

Dados: palavra-chave para a gestão das construtoras em 2022

Se basear em dados é um dos aspectos fundamentais para garantir a saúde financeira de uma empresa do setor da construção.

Segundo Ramon Roberto Deschamps, gerente de Engenharia e Processos da RDO Empreendimentos, a empresa precisa ter certa maturidade para conseguir usufruir dos dados e para gerar valor e melhoras financeiras, uma vez que não basta ter os dados. Para ter resultados positivos é preciso saber usar os dados.

Já Marcel Rodrigues, CEO da Hinc, reforça que o uso de dados se relaciona com como a construtora percebe e identifica as melhores vantagens para o seu negócio.

Isso tangência com outras características gerenciais como a criação de metas, conhecimento do cliente, além de segurança e assertividade para definição de estratégias e tomadas de decisão.

O diretor executivo do Sienge lembra que uma pesquisa da PwC aponta que o setor da construção gera atualmente 2,5 milhões de terabytes por dia. Porém, a empresa descarta cerca 95,5% desses dados, sendo que 90% são gerados de maneira não estruturada.

Ou seja, as empresas precisam estruturar esses dados para, a partir disso, conseguir gerar oportunidade e garantir melhores resultados como os seguintes.

  • Indicadores financeiros melhores;
  • Logística no canteiro de obras otimizada;
  • Planejamento executivo bem realizado;
  • Orçado e realizado devem ser feitos com a máxima assertividade.

Sendo assim, pode-se entender que os dados podem trazer excelentes vantagens.

Tecnologia, inovação e digitalização: escolha ou necessidade?

Esses três conceitos, que se relacionam diretamente, é cada dia mais parte do setor da construção civil.

O diretor da Soma e Urbanismo comentou na Construssumit que a criação do setor de inovação em sua empresa é uma aposta para o crescimento a longo prazo. Além de ser uma maneira de agregar valor aos clientes.

A inovação não deve ser mais uma escolha para as empresas do setor. Para fazer a gestão de uma construtora hoje, em 2022 ou em outro momento do futuro, é preciso investir em inovação.

Mas como conseguir ser inovador?

Para fazer isso você não precisa necessariamente ser o pioneiro em nada. Como relata o vice-presidente da Tecnisa, Fábio Villas Bôas, esse processo é árduo. Isso significa que você precisa trabalhar muito e, sobretudo, investir em conhecimento para ter uma empresa inovadora.

Está presente em eventos que abordam as experiências no setor, por exemplo, é uma maneira de adquirir conhecimento e manter a competitividade dentro do mercado.

Além disso, pessoas e diversidade são outros aspectos que devem ser levados em consideração se a sua intenção é, de fato, investir em ações inovativas. Existem pesquisas que apontam que empresas que prezam pela diversidade podem ser até seis vezes mais inovadoras.

Isso ocorre porque a diversidade permite que exista várias perspectivas e opiniões sobre qualquer coisa. Quando as pessoas, os pensamentos e comportamentos são diversos as inovações são mais assertivas.

Inovação é uma cultura, em certa medida. Sendo assim, para que isso seja parte da prática da empresa é importante trabalhar também o mindset do time.

Atualmente falar em inovação induz a pensar nas tecnologias e na digitalização do setor, não que uma inovação tem que ser necessariamente frutos desses aspectos.

As plataformas digitais são parte do processo...

A partir das plataformas digitais, as pessoas e as empresas conseguem gerar valor a partir do uso de ferramentas tecnológicas.

Como destaca o gerente de Estratégia e Mercado do Sienge, Guilherme Quandt no Construsummit 2021: “As plataformas vêm ganhando cada vez mais espaço porque integram segmentos e criam ecossistemas. Ou seja, é muito mais do que intermediar negociações”.

Essas plataformas quando bem utilizadas, ou seja, quando se soma ao conhecimento existente sobre o negócio e os clientes, seguirá fundamental na gestão das construtoras em 2022.

Dessa forma, o que se tem é a transformação digital resultando no aumento da produtividade. No entanto, essa não é uma realidade no setor, uma vez que a produtividade na construção civil cresceu apenas 1% nas últimas duas décadas, segundo aponta Glaucia Guarcello, Innovation & Venture Lead Partner da Deloitte.

Sendo assim, o que se entende é que o discurso da transformação digital não é colocado em prática frequentemente. Por isso, existe a necessidade de repensar o paradigma da criação de valor nessa indústria.

A própria digitalização ainda está longe de ser uma unanimidade no mercado. Muitas empresas da construção civil precisam evoluir para se aproveitar das ondas de digitalização no setor.

Porque, como afirma o Chief Strategy Officer (CSO) do Sienge, Fabrício Schveitzer, há pelo menos seis ondas de digitalização no setor.

  • Na gestão e processos de projetos;
  • Nos canteiros;
  • Nos processos de vendas;
  • As novas abordagens construtivas, com foco na gestão do processo e mudança do arranjo produtivo;
  • Modelos de negócios, para buscar criar novas abordagens para o mesmo hardware;
  • As fintechs e novas abordagens financeiras na cadeia construtiva.

Quanto mais tecnologias vão sendo desenvolvidas, novas ondas começam a surgir.

Outros aspectos importantes para a gestão das construtoras em 2022

Durante o Construsummit 2021 muitos assuntos importantes apareceram para refletir sobre como melhorar a gestão das construtoras em 2022. Além do que já foi falado acima, fique de olho nos seguintes pontos:

  1. Integre pessoas,
  2. Ferramentas, dados e todo o ecossistema.Cooperativa das compras de insumos é uma forma de diminuir os prejuízos com o preço alto dos insumos e a falta de materiais no mercado nacional. A Cooperativa da Construção Civil do Estado de Santa Catarina (Coopercon-SC), que realizou a importação de aço, teve bons resultados com esse método de compra.
  3. Se atente aos preços dos materiais e se organize para adquirir em um período de preços mais estáveis.

A partir do evento do Construsummit, da cobertura feita pelo pelo sienge e a colaboração de diversos profissionais da Construção Civil, foi possível pensar um pouco sobre a gestão das construtoras em 2022.

São muitos os desafios, mas é possível superá-los com bastante trabalho e união.

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Por que contratar um seguro de obra?

Por que contratar um seguro de obra?

Quando pensamos no setor da construção civil é inevitável não pensar em riscos, uma vez que o canteiro de obra é repleto de maquinários pesados, trabalho em altura e objetos cortantes. Por isso, o seguro de obra acaba sendo essencial para esse setor.

Dessa maneira, a empresa fica protegida e menos vulnerável diante de muitas situações. Isso porque não existe controle sobre quando um problema irá acontecer. Sendo assim, mais do que a indenização, o valor do seguro está justamente na sensação de proteção da obra e das finanças.

Neste texto, você confere:

O que é seguro de obra?
O seguro de obra ajuda a recuperar o investimento feito na construção
Protege problemas recorrentes na obra
Evitar gastos adicionais
Protege terceiros por problemas na obra
Cobre mesmo após a entrega da obra
Seguro de obra – Baixo investimento
Para cumprir a legislação contrate um seguro de obra
Como contratar um seguro de obra?

O que é um seguro de obra?

Assim como outros seguros existentes como o de vida e de automóveis, o seguro de obra tem um objetivo principal. A proposta é basicamente servir como um recurso financeiro para cobrir prejuízos em casos eventuais como desastres naturais, acidentes de trabalho, dentre outros.

Esses prejuízos podem atingir e causar danos materiais, mas muitas vezes o suporte financeiro serve para ajudar os trabalhadores em casos de danos físicos. Dessa forma, forma, basta o contratante do seguro entrar em contato com a seguradora.

Ainda existem empresas que não querem investir em seguro de obra, contando que nunca vão precisar utilizar esse recurso. Afinal, esse é um tipo de investimento que você paga, mas torce para nunca precisar usar mesmo.

Entretanto, acaba sendo inviável investir em um projeto de obra que pode custar até milhões de reais, sem que exista uma proteção para imprevistos. Portanto, se você vai projetar uma obra já insira esse custo no seu planejamento considerando ainda toda a parte burocrática.

Entenda melhor todas as vantagens da contratação de seguro de obra abaixo:

O seguro de obra ajuda a recuperar o investimento feito na construção

Como já foi falado acima, a principal vantagem do seguro de obra é a proteção do investimento feito para a construção da obra até o momento em que o problema acontece.

Assim, caso o seguro cubra tal problema, muitas vezes a empresa consegue que a obra continue ou seja retomada de forma breve. Dessa maneira, os lucros do empreendimento tendem a ser mantidos, evitando prejuízos.

Ou seja, quando a empresa tem um seguro de obra bem estabelecido, ao invés de perder um empreendimento por completo diante de um imprevisto, ela consegue mantê-lo vivo.

Protege problemas recorrentes na obra

Cada tipo de seguro protege e cobre um conjunto de problemas específicos que são determinados no acordo entre contratante e contratado.

Para isso, a empresa normalmente deve fazer um estudo para entender quais são os principais problemas que podem aparecer e causar danos no canteiro de obras. Assim, alguns dos pontos mais frequentes no seguro de obras são:

  • Danos frutos de desastres naturais (chuvas, enchentes, ventos);
  • Erro no projeto construídos;
  • Problemas na execução da obra;
  • Falhas em equipamentos;
  • Roubo de materiais.

Evitar gastos adicionais

Além dos problemas que acontecem nas obras, o seguro também evita prejuízo com gastos adicionais. Ou seja, ao contratar o seguro, em caso de imprevistos, a empresa também poderá evitar, por exemplo, gastos:

  • com pagamento de indenização e multa por atraso e rescisão de contrato;
  • para fazer a correção de problemas anteriores, do terreno, por exemplo, que poderiam atrapalhar a obra;
  • para pagar advogados em algum tipo de processo que pode vir a acontecer.

Protege terceiros por problemas na obra

Indiretamente o seguro também protege outras pessoas, que muitas vezes não têm qualquer tipo de relação com a obra como vizinhos, além de parceiros comerciais e os funcionários colaboradores.

Pode existir uma situação em que a construção de um prédio pode provocar danos graves em construções de terrenos vizinhos, por exemplo. Isso acontece a partir de erros técnicos na hora da elaboração da obra. Um problemão não é mesmo?

Diante dessa situação, os proprietários desse terreno não podem sair no prejuízo, já que esse problema pode danificar o seu imóvel. Neste caso, a empresa teria que pagar todos os custos desse problema, certo?!

Porém, quando o seguro cobre esse aspecto, a despesa acaba não sendo da empresa e sim da seguradora. O que também evita que sua empresa possa sofrer e gastar também com processos judiciais, ou qualquer outra burocracia do tipo.

Cobre problemas mesmo após a entrega da obra

Após a finalização da obra alguns problemas podem surgir. Neste caso, identificando que o problema foi da construtora, é ela que fica responsável por encontrar soluções e consertar o erro.

Porém, quando o contrato de seguro cobre o pós-obra, a empresa pode ficar mais tranquila e seguir com outros projetos. Enquanto isso, a seguradora resolve as pendências que surgiram na construção.

Dessa forma, a empresa evita comprometimento e problemas com o fluxo de caixa, que poderia inclusive ter consequência em negócios futuros.

Seguro de obra - Baixo investimento

O valor do seguro representa normalmente uma porcentagem baixa se comparado ao valor gasto com toda a construção. Sendo assim, pode ser considerado um equívoco dizer que um seguro é caro, uma vez que ele costuma representar um valor entre 0,1% e 0,5% do valor orçado para a obra.

A empresa deve colocar na balança e perceber que qualquer problema dos que foram citados anteriormente, custaria um valor muito mais alto.

Para cumprir a legislação contrate um seguro de obra

O último item para explicar o porquê do seguro de obra é a legislação. A falta de seguro pode gerar implicações legais.

A lei exige que o seguro de obra seja contratado, tanto para proteger a empresa quanto para proteger os envolvidos, mesmo que indiretamente, no projeto. A não contratação do seguro é considera uma ação imprudente, que pode colocar a empresa em prejuízo com a justiça

Como contratar um seguro de obra?

Depois de entender a importância do seguro de obra é hora de fazer a contratação deste seguro.
Primeiro conheça os três tipos de seguros existentes no mercado, como é destacado no site do Sienge.

  1. Obras civis em construção: para danos durante a construção;
  2. Instalações e montagem: para problemas em reformas e instalações, como no caso de estandes temporários;
  3. Quebra de equipamentos: para problemas com equipamentos no canteiro de obras. As máquinas em questão podem ser tanto elétricas quanto eletrônicas.

Em seguida, sabendo ou não qual é o tipo de seguro que você precisa, procure um corretor que você confia. Assim, ele mesmo pode ajudar a definir qual seria a melhor opção de seguro para a sua empresa.

O próprio corretor pode também te ajudar a entender as regras da seguradora, as limitações, os diferenciais e como cada recurso pode ou não ajudar a sua empresa e todos os envolvidos em uma construção.

Na hora de fechar o negócio é importante considerar alguns fatores primordiais como a qualidade do atendimento da seguradora, o custo benefício do seguro e a estrutura de suporte oferecida pela seguradora.

A última etapa desse processo é a parte burocrática que existe em qualquer fechamento de negócio, que seria dar entrada na documentação exigida. Mas isso é muito mais simples do que muitos pensam, já que os documentos exigidos normalmente estão com o engenheiro da obra.

Essa documentação às vezes tem algumas variações de acordo com o tamanho da obra. Por exemplo, obras maiores costumam exigir memorial descritivo, projeto de obra e cronograma físico e financeiro.

Além da documentação, a seguradora pode também solicitar uma visita ao canteiro de obras para verificar se estão cumprindo com as regras da seguradora.

Ficou alguma dúvida sobre o assunto? Entre em contato conosco e acompanhe nosso conteúdo no instagram (@tcpsistemas).

8 métodos construtivos que são tendências na indústria da construção

8 métodos construtivos que são tendências na indústria da construção

Antes de fazer uma obra é essencial conhecer os métodos construtivos, para que assim você consiga definir na etapa de planejamento de obras, qual é o melhor método para uma construção. Uma vez que essa escolha interfere no custo, tempo e aparência de uma edificação.

Mas se você não tem ideia de como funciona cada um desses métodos, preste atenção neste texto e confira:

O que são métodos construtivos?

Para compreender tais sistemas é importante definir o que é o conceito de “métodos construtivos” e como essa escolha interfere em diferentes níveis em uma obra.

Sendo assim, os métodos construtivos são um conjunto de técnicas e tecnologias usadas na construção de um edifício. Assim, o método se relaciona com a estrutura de uma casa, ou de um prédio, garantindo a sua sustentação.

Dessa maneira, obviamente, antes de escolher um sistema específico os profissionais responsáveis precisam estudar muitos aspectos da obra antes de definir o melhor método.

Em estudo preliminar, o engenheiro ou arquiteto costuma levar em consideração quais são as necessidades dos clientes. Além disso, deve identificar as interferências ambientais, o modo de construção, orçamento, tempo de obra e se existe mão de obra e materiais disponíveis.

Quando a escolha pelo método construtivo é assertiva a tendência é que o processo de construção seja mais simples, tendo ainda melhor controle de qualidade e reduzindo desperdícios. Ou seja, o custo benefício da obra costuma melhorar consideravelmente.

As técnicas mais utilizadas são: alvenaria tradicional, alvenaria estrutural, wood frame, steel frame, paredes de concreto, container e concreto PVC, mas existem outros modelos.

Alvenaria convencional ou de vedação

Dos métodos construtivos, esse é o mais usado no Brasil. Um sistema composto por estrutura feita por vigas, pilares e lajes em concreto armado moldado in loco.

Lembrando que a parede de alvenaria possui apenas função de vedação. Os blocos escolhidos podem ser de cerâmica, tijolo ecológico (alternativa mais sustentável) ou de concreto. Esse último possui espaço para instalações elétricas e hidráulicas, reduzindo desperdício no processo de quebra.

Os principais benefícios são:

  • Materiais encontrados com facilidade no Brasil com custo acessível;
  • Não necessita de mão de obra extremamente qualificada para a sua execução;
  • Grande flexibilidade, já que possibilita adaptação a diversos tipos de projetos e suporta grandes vãos;
  • Permite realização de reformas futuramente.

Alvenaria estrutural

Neste caso, os próprios blocos de alvenaria cumprem com o papel de empregar uma estrutura.

Com a necessidade da elaboração de um projeto detalhado e compatibilizado com o planejamento elétrico e com o hidrossanitário, o método precisa de uma boa execução com as paredes niveladas e no prumo. Por isso, a mão de obra precisa ser bem qualificada.

Diferente de outros métodos construtivos, a alvenaria estrutural limita as opções estéticas e reformas futuras. No entanto, apresenta outros benefícios como:

  • Evita desperdício de materiais;
  • Possibilita uma construção ágil e fácil;
  • Exige um número de profissionais reduzido;
  • Permite uma execução de qualidade;
  • Maior economia.

Parede de concreto

Para fazer as paredes de concreto armado, esse sistema utiliza vedação como estrutura. Assim, as paredes são concretadas a partir de formas de madeira ou metálicas, que auxiliam a montagem in loco.

É importante tomar cuidado com a escala do projeto, uma vez que esse método só é vantajoso em larga escala. Isso porque as formas metálicas ou de madeira possuem um custo alto.

Entre os benefícios estão:

  • Agilidade nos processos de construção;
  • Possui instalações elétricas e hidráulicas embutidas, evitando desperdício de materiais e retrabalhos;
  • Muita resistência ao fogo.

Pré-Fabricados em métodos construtivos

O método é caracterizado pelo uso de elementos pré-fabricados. Ou seja, que já saem das fábricas prontos e são montados no canteiro de obras. Mas apesar de parecer muito mais simples, o método também exige mão de obra qualificada e um bom planejamento de execução, além da proximidade das fábricas.

As vantagens são as seguintes:

Diminui o tempo de execução da obra;
Evita desperdício;
Reduz os custos.

Algumas tecnologias se destacam dentro desse método que preza pelo pré-fabricado como o Wood frame e o Steel frame.

Wood Frame

Ao utilizar esse método, você aposta no uso de perfis de madeiras, cobertos por certo sistema de contraventamento que é feito com chapas OBS, placas cimentícias ou drywall.

Esse método não é muito adequado ao Brasil, uma vez que o país possui um clima úmido. Sendo assim, para adaptar a madeira ao clima brasileiro é preciso fazer um tratamento no material, além de realizar manutenção com frequência.

  • Construção sustentável, com o uso de madeira de reflorestamento renovável;
  • Permite uma execução rápida;
  • Mais econômico;
  • Excelente desempenho térmico e acústico.

Steel Frame

Com uma proposta semelhante ao Wood Frame, esse método utiliza perfis de aço galvanizado para compor o esqueleto da estrutura, sendo fechado por placas cimentícias de madeira ou drywall.

Esse método não precisa de tanta manutenção como o anterior, mas a mão de obra para o uso e execução desse modelo deve ser qualificada. Além disso, esse método tem um custo mais variável, sendo difícil definir de maneira isolada se é mais barato ou caro que outros sistemas.

  • Agilidade na construção;
  • Redução do peso da estrutura;
  • Execução mais precisa;
  • Melhor isolamento térmico e acústico;
  • Reduz os custos

Concreto PVC

Esse sistema que também se baseia em uma construção modular é composto por painéis de PVC que formam as paredes. Isso tanto na parte estrutural quanto na etapa de acabamento dos ambientes.

Sendo assim, os painéis são fabricados e chegam prontos ao canteiro. Dessa maneira, o esqueleto da edificação é montado de acordo com que esses painéis vão se encaixando.

Em seguida, após a montagem, os componentes elétricos e hidráulicos são instalados. Depois basta fortalecer a estrutura. Assim, os painéis são preenchidos por concreto permitindo que a estrutura fique firme. As vantagens desse método construtivista são:

  • Não suja o canteiro de obra;
  • Evite que materiais sejam desperdiçados;
  • Construção rápida;
  • Exige uma mão de obra reduzida;
  • Bom isolamento térmico e acústico

Containers para métodos construtivos

Os containers também são uma opção de método pré-fabricado e modular. As caixas metálicas precisam passar por um processo que inclui serralheria, funilaria e pintura. Algumas vantagens do uso de containers para a construção de imóveis são:

  • Construção rápida que pode ser aliada a outros sistemas;
  • Método sustentável, uma vez que evita produção e descarte de resíduo;
  • Aparência moderna;
  • Redução dos custos;
  • Durabilidade.

Impressão 3D

Com alta tecnologia, esse método consiste no uso de máquinas que constroem uma edificação praticamente sozinha, a partir de um projeto detalhado.

Já existem casas construídas dessa maneira no Brasil , porém essa é mais uma promessa para o futuro do que uma realidade.

Maior agilidade nos processos
Evita geração de resíduos e desperdícios
Customização de projetos;

Deu para perceber que não existe apenas a possibilidade de construir um imóvel com tijolo e concreto. São diversas as possibilidades, que com suas vantagens e desvantagens são adequadas para cada obra.

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Como fazer o fluxo de caixa na construção civil?

Como fazer o fluxo de caixa na construção civil?

Você sabe o que se deve fazer para ter um eficiente fluxo de caixa na construção civil? Realizar o fluxo de caixa é uma tarefa que exige muita atenção e cuidado, e no setor da construção isso se amplia, uma vez que é preciso lidar com muitos fatores de entrada e saída de dinheiro.

De modo geral, a saúde financeira de uma empresa também é resultado da execução bem feita dos mecanismos de gestão, incluindo aqui o fluxo de caixa. Por isso é importante dominar esse conceito, para saber fazer o uso correto da ferramenta.

Neste texto você irá saber:

Por que fazer o fluxo de caixa?

O Fluxo de caixa precisa existir porque sem ele fica muito mais difícil você ter o controle dos movimentos financeiros que acontecem na sua empresa. Por isso, é importante você entender antes de tudo a divisão entre presente ( o que se recebeu e foi pago) e futuro (as contas a pagar e a receber).

Algumas pessoas acreditam que basta uma operação comercial feita de maneira adequada para obter sucesso, no entanto, saber os resultados de entrada e saída da sua empresa também é muito importante.

Sendo assim, um dos pontos de atenção quando se lida com o fluxo de caixa, é sempre manter a sua atualização em tempo real, já que isso irá facilitar muito a tomada de decisão.

Assim, é possível ter um planejamento mais eficiente, uma vez que os pedidos de compras podem ser comparados com as condições e previsões de pagamento.

Outro ponto importante é a visualização e controle dos recebimentos a longo prazo, para evitar criar uma noção errada sobre o dinheiro que se tem em caixa.

Além disso, tanto as informações de recebimento quanto de pagamento, que são disponibilizadas, passam a ser registradas e atualizadas, ampliando a concepção das movimentações financeiras.

Porém, é importante lembrar que para conseguir obter tais benefícios com o uso do fluxo de caixa, você precisará monitorar constantemente as atividades que serão realizadas, considerando as previsões atuais e futuras, ou seja, os valores a pagar e a receber.

3 motivos para apostar no fluxo de caixa

  1. Histórico do mercado: Uma pesquisa do Sebrae aponta que mais da metade das empresas fecham dois anos após a sua inauguração. Isso é fruto, majoritariamente, da falta de planejamento e capacitação, pontos que se relacionam com a falta de visão a médio e longo prazo, ou seja, falta do fluxo de caixa.
  2. Contas a pagar: A falta de noção do dinheiro em caixa pode implicar em diversos problemas, como por exemplo, quando é preciso pagar uma conta em uma data específica. Se o dinheiro não é suficiente naquele momento, o atraso pode gerar juros e multas que prejudicam a empresa.
  3. O uso certeiro do dinheiro em caixa: Ter dinheiro sobrando não é sinônimo de alívio, porque o dinheiro precisa trabalhar a favor do negócio. Sendo assim, o melhor a se fazer é investir ou realizar uma aplicação financeira que permita render uma boa liquidez deste valor.

Portanto, para conseguir resultados satisfatórios com a saúde financeira do seu negócio, o uso do fluxo de caixa é essencial.

Assim para garantir que as contas fiquem em dia:

  • Atualize os números no painel de controle do fluxo constantemente;
  • Busque entender os conceitos de gestão e finanças, como o DFC e DRF;
  • Escolha um sistema de gestão de fluxo de caixa de qualidade.

Agora que você já sabe porque é importante trabalhar com ajuda do fluxo de caixa, é hora de entender as vantagens que esse recurso apresenta na construção civil.

A importância do fluxo de caixa na Construção Civil

O setor da construção civil apresenta certa complexidade em diferentes aspectos, uma vez que lida com muitos fornecedores, suprimentos e funcionários, e isso também tem impacto na parte de finanças. Por isso, majoritariamente, tudo que serve como facilitador deve ser estudado como possibilidade.

Essa é uma área que enfrenta desafios para manter a empresa competitiva, assim como para estabelecer projetos dinâmicos e equipes produtivas, o que permite respeitar os cronogramas e orçamentos que foram determinados.

Dessa forma, o fluxo de caixa pode contribuir muito na hora de fazer uma gestão de custos eficiente. Até porque, segundo pesquisas, o comercial, o financeiro e o operacional são três setores que apresentam grandes desafios na indústria da construção civil.

Ou seja, opte por fazer o fluxo de caixa na construção civil, evitando assim, imprevistos inconvenientes na execução e venda de projetos. Mas qual é a melhor maneira de fazer isso?

Os problemas de fazer o fluxo de caixa na construção civil de forma manual

Considerando as inúmeras possibilidades de entrada e saída de dinheiro na construção civil, sobretudo em um cenário com vários canteiros de obra, torna-se extremamente difícil analisar um número grande de planilhas, porque isso demanda muito tempo e poderia ocasionar erros.

Sendo assim, a ação apenas manual de fluxo de caixa na construção civil pode gerar problemas:

  • Fazer a busca de informações de previsão de receitas e despesas da empresa é uma ação que demanda tempo excessivo;
  • As informações tendem a se defasar, já que não é possível atualizar à realidade de cada canteiro de obra de forma constante;
  • Os valores podem ser alterados por algum dígito errado;
  • Conseguir avaliar a saúde financeira das obras e da companhia é desafiador, já que dados nem sempre estão organizados.
  • É quase impossível conseguir apoiar a alta direção da construtora ou incorporadora em decisões de tomada de investimento.

A automatização do fluxo de caixa

Se você pretende evitar os problemas citados acima, o negócio é investir em uma ferramenta que auxilia na realização do fluxo de caixa.

Existe a possibilidade de escolher utilizar um software que permite fazer a gestão de fluxo de caixa em tempo real, integrando financeiro, vendas e suprimentos.

Com a implementação e uso de um sistema ERP que é especializado em gestão de obras, você consegue ter um painel de gestão financeira verdadeiramente de ponta, permitindo uma visão completa do caixa da sua construtora ou incorporadora.

Dessa forma, torna-se possível ter uma visão ampla dos gastos e receitas, fazendo com que você efetue um bom planejamento e consequentemente reduza os seus custos e aumente a lucratividade.

Como escolher a melhor ferramenta?

Alguns pontos devem ser levados em consideração para escolher uma ferramenta que possibilite a realização do fluxo de caixa sem ocasionar problemas. Para isso, o software de gestão deve ter:

  1. Capacidade para se adaptar ao seu tipo de negócio, tendo a possibilidade ainda de permitir escolher a periodicidade do fluxo de caixa e desconsiderar as previsões de recebimento de clientes inadimplentes;
  2. Integração em tempo real das ações que podem impactar o seu fluxo de caixa é essencial para a gestão de obras;
  3. Mobilidade/Acesso móvel do canteiro de obras, permite que as mediações e trocas de informações sobre o consumo de material seja passada na hora por smartphone ou tablet;
  4. Rastreabilidade dos dados para evitar perda de tempo, verificar origem de lançamentos e ainda emitir relatórios detalhados dos títulos e contratos;
  5. Possibilidade de escolher a forma de visualização dos relatórios de fluxo, seja de uma empresa, obra ou para um plano de contas financeiros que tenha sido criado a partir de suas necessidades;
  6. Uso do fluxo de caixa para diferentes análises, podendo avaliar, assim, o impacto individual de cada obra, e ainda comparar o cronograma de desembolso da obra.
  7. Conhecimento da indústria da construção para facilitar o fluxo de caixa futuro que pode ajudar a viabilizar o estudo econômico de um empreendimento.
  8. Capacidade de fazer projeções, o que possibilita entender qual é a viabilidade econômica de uma obra antes de fechar um contrato, por exemplo.

Além dos pontos citados, na construção civil é importante considerar que a integração entre o escritório e o canteiro de obra também é primordial.

Ainda existem ferramentas, como o Sienge, que enviam relatórios por e-mail para que seja possível acompanhar o fluxo de caixa da empresa e entender se ela está trabalhando com aperto ou folga em certo período.

Como aumentar a produtividade na Construção Civil?

Como aumentar a produtividade na Construção Civil?

Um dos principais objetivos dos profissionais que trabalham na Indústria da Construção civil é aumentar a produtividade no canteiro de obras.

Mas tratando-se de um setor extremamente complexo no que tange aos processos que fazem parte de uma obra, fica evidente que é preciso seguir alguns direcionamentos para que esse objetivo seja cumprido de forma eficiente.

A proposta deste texto é justamente apresentar os elementos essenciais para aumentar a produtividade durante o processo de construção de uma obra.

Dessa forma, abordaremos aqui os seguintes tópicos:

A importância da produtividade no canteiro de obra

O que está relacionado com a produtividade na construção civil?

Bom, a melhor maneira de entender isso é a partir da relação existente entre o que precisa ser construído e o período de tempo que se leva para finalizar essa construção.

No processo deste entendimento é comum que as pessoas até possam confundir os conceitos de produtividade e produção, por isso, é importante entender as diferenças existentes entre esses dois termos.

As diferenças entre produção e produtividade

O que é preciso ser levado em consideração é que o aumento de produção na construção civil está ligado majoritariamente a um aumento da mão de obra, compra de mais materiais e uso de mais ferramentas, o que consequentemente provoca um aumento dos custos.

Dessa forma, o objetivo do aumento de produção seria dar maior velocidade aos processos e tarefas que precisam ser realizadas para a conclusão da construção.

Sendo assim, é importante desconectar os dois conceitos, já que aumentar a produção não resulta necessariamente em um aumento de produtividade, pode inclusive, ter um efeito contrário.

Mas afinal, o que o aumento da produtividade no canteiro de obra tem como objetivo.

Por que aumentar a produtividade na construção civil ?

Para esclarecer esse ponto, é necessário entender que, por exemplo, se existe um trabalho X que precisa ser realizado em 8 horas, o que você pode fazer para conseguir esse resultado a partir do aumento de produtividade?

Os resultados de produtividade que serão avaliados serão os recursos que você utilizou para fazer esse trabalho no tempo determinado.

Assim, pode-se dizer que o aumentar a produtividade na construção civil está intimamente ligado com:

  • Diminuir a quantidade de operários no canteiro de obra;
  • Reduzir a utilização de diferentes recursos;
  • Otimizar o uso de máquinas e insumos;
  • Manter a produção sem gastos exagerados.

Para fazer uma avaliação adequada lembre-se que os resultados alcançados devem ser definidos em unidades como caixa, metro-quadrado, toneladas, litros e etc. já os recursos seriam os materiais, máquinas e funcionários, por exemplo.

Uma vez que você usa bem os recursos disponíveis, incluindo aqui, insumos, técnicas, meios de transporte, horário de trabalho, além dos que já foram citados acima, os resultados de produtividade também serão muito melhores.

Ou seja, no final das contas, quando existe a necessidade de finalizar uma entrega, ao invés de você aumentar o número de operários e equipamentos, o ideal é que você otimize os processos, aumentando assim, a produtividade.

Os fatores que afetam a produtividade na construção civil

Além da otimização dos processos, é necessário compreender que esse aumento da produtividade tem relação com a integração de pontos que contribuem efetivamente para a formação, movimentação e comercialização de certos produtos.

Assim, para entender profundamente o que afeta a produtividade é preciso ficar atento à certos elemento como:

  1. A metodologia de trabalho que é usada;
  2. As práticas gerenciais de controle utilizadas;
  3. Treinamento e capacitação dos profissionais;
  4. O uso de insumo;
  5. Configuração do canteiro de obras;
  6. A organização estrutural da empresa;
  7. O processo de produção
  8. Horário disponível e quebra de ritmo de produção do trabalho.

Para compreender a melhoria da produtividade é preciso ter como parâmetro valores de base para que seja possível comparar os resultados.

De forma geral, o grau de produtividade é o melhor indicador para medir o nível de eficiência e eficácia de um agente econômico, sendo esse, pessoa, empresa, país, cidade ou qualquer outro.

4 formas de aumentar a produtividade na Construção Civil

A partir do momento que você consegue entender o que é produtividade e os fatores que otimizam essa proposta, é preciso colocar isso em prática. Sendo assim, existem algumas maneiras estratégicas que contribuem para o aumento da produtividade na construção civil.
1- Planejamento da obra

Como já falamos aqui no blog, o planejamento é uma etapa essencial para obter resultados positivos com a realização de qualquer obra, uma vez que interfere no cumprimento de prazos e datas de realização da entrega.

Quando o planejamento é bem feito, fica mais fácil ter constância do ritmo de produtividade, o que inclusive evita atrasos. Ou seja, essa é a melhor forma de diminuir o tempo ocioso e os custos, podendo culminar no aumento de produtividade no canteiro de obra.

2- Orçamento de excelência

Para que o planejamento se cumpra é preciso orçar tudo de forma eficiente, para conseguir que os insumos e materiais sejam adquiridos na quantidade correta, além disso é importante que os equipamentos e ferramentas adequadas estejam à disposição para o uso.

Realizando o orçamento de maneira assertiva, a produção fica garantida e os gastos desnecessários e atrasos não se tornam um empecilho para entregar a obra no prazo.

3. Profissionais de qualidade

Escolher bons profissionais é essencial e exige atenção, sobretudo na hora de selecionar o mestre de obras, já que eles são os líderes que vão orientar na realização das tarefas da obra.

Dessa forma, permita que esse funcionário sempre saiba os prazos e outras informações de grande relevância sobre a data de entrega dos materiais e equipamentos. Assim ele consegue gerenciar de maneira mais efetiva, direcionando as atividades e a produtividade da obra.

4. Auxílio dos dispositivos móveis

Assim como em qualquer âmbito da vida, o uso de tecnologia e a praticidade dos dispositivos móveis contribuem para a resolução de problemas de forma rápida e prática na indústria da construção.

Existem diversos aplicativos e plataformas que contribuem para o sucesso dos processos na construção civil. Uma vez que os responsáveis pelo canteiro de obra possuem a possibilidade de acompanhar os gastos, prazos, planejamento e o andamento de cada etapa pelo seu dispositivo móvel.

Tendo maior controle sobre os serviços, as chances de atrasos e de outros erros diminuem consideravelmente, o que aumenta a produtividade no canteiro de obra.

Ferramentas que contribuem para o aumento da produtividade na Construção Civil

A tecnologia da informação pode ser considerada um aspecto extremamente relevante quando o tema é produtividade.

A informação é a principal matéria-prima para produzir e organizar os documentos, gerar conhecimento e executar tarefas. Sendo assim, para aumentar a produtividade é necessário ficar ligado ao fluxo de informação existente entre as equipes que fazem parte da realização do processo de construção.

Para evitar atrasos e retrabalhos por erros nesse fluxo, torna-se importante apostar em tecnologias inovadores para gerir o canteiro de obras, uma vez que os meios tradicionais não conseguem otimizar a troca de informação.

Soluções, como a ferramenta do Agilean, configuram a era do canteiro digital apresentando funcionalidades que também proporcionam o aumento da produtividade:

  • Planejamento rápido e intuitivo a partir da linha de balanço;
  • Eficiência da produção em tempo real;
  • Produção e qualidade alinhados;
  • Rastreio das equipes de trabalho;
  • Equipe de gestão de obra otimizada;
  • Apoio de consultoria especializada.

Dessa forma, os usos de ferramentas de inovações digitais contribuem para o aumento da produtividade no canteiro de obra. E você, já tem apostado nesse caminho para fazer uma boa gestão de obra?

Gestão de compras na construção civil: saiba como controlar a cadeia suprimentos no setor

Gestão de compras na construção civil: saiba como controlar a cadeia suprimentos no setor

Você sabe dizer qual é a importância da gestão de compras e suprimentos na construção civil?

Considerando que os suprimentos são essenciais para o setor, é de extrema importância que ocorra uma organização para controlar essas cadeias obtendo resultados positivos ao final do processo da construção de uma obra.

Parte desse controle de suprimentos, envolve a realização da gestão de compras.

Neste texto você vai conferir:

O que é Gestão de compras?
Gestão de compras na construção civil
Cadeia de suprimentos no setor da construção
As funções da gestão de compras na construção civil
Uma gestão de compras eficiente na construção civil: como escolher as melhores ferramentas

O que é Gestão de Compras?

De maneira geral, a gestão de compras é uma estratégia que precisa ser adotada para garantir a lucratividade e reduzir os custos.

Neste processo, algumas atividades que fazem parte da gestão são: verificação das credenciais dos fornecedores, investigação da qualidade dos materiais comprados e conferência dos custos, além disso, é preciso garantir que a entrega do material seja feita no prazo.

Gestão de Compras na Construção Civil

Na indústria da construção civil a gestão de compras, que é parte da gestão de suprimentos, é uma área estratégica dentro da construtora.

Esse é um ponto essencial para o sucesso da obra, uma vez que nesse setor a compra de suprimentos acontece a todo instante. Sendo assim, investir em uma gestão de qualidade garante:

  • A otimização da logística;
  • Redução dos custos;
  • Redução dos resíduos que são gerados;
  • Uma relação melhor com fornecedores;
  • Ganho de qualidade à obra como um todo.

Cadeia de suprimentos no setor da construção

Foi abordado que a gestão de compras inclui os suprimentos, mas você pode questionar, o que são considerados suprimentos na indústria da construção?

Neste caso, é importante incluir aqui todo e qualquer elemento que é parte da atividade de fabricação.

Assim, a matéria-prima é um tipo de suprimento, os equipamentos e peças são outros tipos e até mesmo a mão de obra pode ser incluída nesta classificação.

Pensando nesses elementos é possível citar vários exemplos aqui, como:

  • Cimento;
  • Aço;
  • Areia;
  • Agregados;
  • Portas, janelas e esquadrias;
  • Revestimentos;
  • Argamassa;
  • Coberturas;
  • Fôrmas e escoramentos;
  • Tratores, gruas, guindastes e elevadores;
  • Tintas;
  • Operários;
  • Projetos;
  • Tubos e conexões.

Os suprimentos contribuem para a organização das demandas de materiais e serviços, podendo aumentar o ganho com determinada obra.

No entanto, mais do que saber o que pode ser classificado como suprimento, é preciso se atentar ao funcionamento da cadeia de suprimentos.

Nesse sentido, deve-se considerar que essa cadeia é também logística. Dessa forma, ela é representada por um grupo de fornecedores responsáveis pelo atendimento das demandas da linha de produção.

O fato é que a cadeia de suprimento interfere diretamente na atividade econômica da empresa, controlando aspectos que incluem os fluxos de informação, finanças, serviços e bens, além da própria relação que ocorre entre as empresas.

Existem algumas fases que indicam o funcionamento adequado da gestão de suprimentos:

  1. Planejamento de oferta e previsão de demanda;
  2. Seleção e relacionamento com fornecedores;
  3. Fabricação;
  4. Armazenamento;
  5. Entrega;
  6. Assistência técnica e atendimento ao cliente.

Para otimizar a cadeia de suprimento é importante: mapear e monitorar os processos, compartilhar o seu gerenciamento, automatizar as cotações, integrar as equipes, valorizar parcerias e aumentar a previsibilidade.

As funções da gestão de compras na construção civil

As funções da gestão de compras na construção civi
As funções da gestão de compras na construção civi

Como vimos até aqui, na construção civil a parte de gestão de compras, vista de uma maneira ampla é chamada de cadeia suprimentos, já que inclui questões específicas do setor.

Para realizar a função da melhor maneira possível é importante ficar atento, entender se está pagando muito caro por um material e se está conseguindo controlar os atrasos, custos, qualidade e satisfação do cliente.

Dessa maneira, as funções do setor de suprimentos englobam: 

  • Fazer a aquisição do material;
  • Controlar a qualidade dos materiais e equipamentos que entram na obra;
  •  Gerenciar os custos e o estoque, considerando a Curva ABC dos materiais;
  • Estabelecer a manutenção dos dados dos fornecedores cadastrados;
  • Inspecionar o desempenho do fornecedor tanto no que tange a qualidade quanto a entrega;
  • Organizar a logística de transporte e entrega, considerando a parte de documentação, segurança, insumos, datas e até o recebimento físico na obra;
  • Armazenar e controlar o estoque.

Mas para gerenciar e compreender todos esse processo é preciso medir o desempenho.

5 Indicadores para medir desempenho da cadeia de suprimentos e gestão de compras

Afinal, como saber se os resultados batem com o que foi estrategicamente planejado?

Uma solução para responder essa pergunta é a utilização de KPIs, os chamados indicadores-chave de performance, para medir o desempenho do setor.

Neste caso, você pode identificar os índices desejados a partir dos seguintes KPIs:

  1. Custos dos suprimentos: para ter controle dos valores;
  2. Evolução dos preços: ajuda a programar o melhor momento para realização de uma compra;
  3. Saving: mostra se houve economia ao comparar os preços orçados e realizados;
  4. Lead time: realiza o monitoramento do tempo que leva entre o momento do pedido de compra e o atendimento;
  5. Entrega no prazo: indica o comprometimento dos fornecedores e a eficiência na entrega.

Uma gestão de compras eficiente na construção civil

Agora que já foi exposto vários pontos importantes da gestão de compras e da cadeia de suprimentos na construção civil, é hora de saber como fazer tudo isso da maneira mais eficiente.

Esse setor influencia em todos os processos do canteiro de obra, e para ter controle sobre ele, é necessário investir em ferramentas de apoio como o software ERP.

Como escolher uma ferramenta com módulo de suprimento?

Melhores ferramentas para a gestão de compras na construção civil
Melhores ferramentas para a gestão de compras na construção civil

Para escolher um ERP com módulo de suprimento é preciso considerar algumas funções fundamentais:

  • Precisa ser 100% online;
  • Específico para o setor da construção civil;
  • Existir integração entre os módulos;
  • Oferecer suporte;
  • Estar na nuvem;
  • Integração com a BIM;
  • Gerar relatórios.

O Sienge é uma excelente opção de ferramenta para esse fim, já que mais de 50% do uso desse software pode ser aplicado na parte de gerenciamento dos suprimentos e também nas contas a pagar e a receber.

Além disso, o módulo de Suprimentos integra de maneira eficiente com o módulo de Engenharia, nas partes de Orçamento e Planejamento, e com o módulo Financeiro. Assim como, o processo de Compras é bem integrado com as Contratações e a parte de controle de estoque.

Sendo assim, o módulo de Suprimentos do Sienge tem como características:

  1. Automatizar o que se desdobra do planejamento, notificando os responsáveis pelo sistema;
  2. Agiliza o processo de aprovação, uma vez que o envio é feito de forma automática;
  3. Acelera a parte de cotações de preços a partir do Portal do Fornecedor;
  4. Possibilitar maior controle dos contratos, além da evolução dos serviços que são prestados a partir de medições, já que todas as informações estão no plano financeiro;
  5. Controla automaticamente os estoques.

Enfim, investir em uma plataforma desse tipo é uma forma de aumentar o potencial de lucratividade do seu empreendimento e fortalecer a organização do seu negócio em vários níveis, inclusive na gestão de compras.

Como realizar uma boa Gestão de Custo de Obra?

Como realizar uma boa Gestão de Custo de Obra?

Orçamento, planejamento e controle são as palavras de ordem quando estamos falando de gestão de custos de obras. Esse é um processo extremamente importante para a administração de uma obra na indústria da construção.

Dividido em macro e micro processos, a gestão de uma obra exige cuidados em vários aspectos para garantir que se cumpra  o que foi planejado.

Além da gestão de custos, existem outros três processos macros, considerados importantes: gestão do projeto, gestão de pessoas e gestão de documentos.

Porém, neste texto, o nosso foco será abordar as melhores maneiras de realizar uma boa gestão de custo de obra. Assim, apontaremos como fazer um bom planejamento!

A importância de um orçamento de obra bem feito

A gestão de custo de obra engloba várias áreas de uma empresa do setor da construção. Por isso, para conseguir alcançar os resultados almejados é necessário trabalhar em equipe e seguir processos.

O orçamento é o primeiro passo rumo a um excelente gerenciamento de custo, que surge após a avaliação da viabilidade da obra. Sendo assim, antes de definir o valor da obra é preciso fazer o cálculo para estimar tais custos, a partir dos itens necessários para a sua realização.

Esse processo orçamentário, se inicia desde da concepção do projeto de construção e só se encerra quando a edificação é finalizada.

Mas o que eu devo inserir no meu orçamento de obra?

Basicamente tudo que será gasto naquela obra, o custo de cada parafuso precisa ser contabilizado, pois é o orçamento que irá definir o preço base da construção, permitindo entender a viabilidade para a sua efetivação.

Dessa forma, é importante detalhar a quantidade de insumos, profissionais e equipamentos que serão necessários para que seja possível orçar o valor de cada um desses detalhes.

Quando não ocorre uma análise eficaz dos custos, as chances de suceder problemas com o orçamento são altas.

Diferente disso, ao determinar os gastos de cada ponto dentro de um projeto fica mais fácil entender o que possui um bom custo-benefício, facilitando assim, a substituição de materiais e processos que não favorecem as margens de lucro. Claro que cada tomada de decisão, também deve levar em conta a qualidade final da entrega do projeto.

O orçamento de obras pode ser dividido em três fases:

  1. Estudo das variáveis: engloba o levantamento de todos os custos, o que vai da documentação necessária à contratação dos profissionais responsáveis pelo projeto;
  2. Composição de custos: etapa em que se calcula o quantitativo de todos os custos , sejam eles diretos (relacionado aos gastos no canteiro de obra), ou indiretos (despesas que possibilitam o funcionamento no campo – como gastos com funcionários e com questões administrativas);
  3. Fechamento do orçamento de obras: fase em que são determinadas questões ligadas à lucratividade desejada, considerando as noções de risco, mercado imobiliário e concorrência.
Tendo em mãos o orçamento pronto, você consegue projetar os possíveis cenários e se planejar para agir da maneira mais coerente em cada um deles, não perdendo o controle do projeto.

Realizando um bom planejamento de custo de obra

Elaborar um planejamento adequado é uma premissa mais do que necessária em todos os projetos da Construção Civil, mas será que sempre os gestores seguem esse planejamento?

Sabemos que na realidade é muito mais difícil do que parece botar o planejamento em prática, vamos relaxando aqui e ali, e quando percebemos não seguimos nada do planejamento.

Porém, quando isso acontece, existe uma grande possibilidade de você não alcançar um resultado final satisfatório.

O planejamento é muito importante para gerar uma visão até de possíveis problemas que possam vir a acontecer, facilitando a visualização das oportunidades, assim como a tomada de decisões mais assertivas em cada cenário.

Dessa maneira, o processo do planejamento tem como objetivo garantir uma construção de qualidade, a segurança dos profissionais envolvidos na obra, além da redução de desperdícios financeiros e dos materiais.

Para que isso ocorra, o gestor deve gerenciar os recursos, a equipe e o tempo da obra de acordo com que foi orçado e planejado. Sendo assim, é essencial que esse gestor entenda como os processos funcionam.

Uma vez que você consegue seguir o planejamento tudo tende a fluir melhor. Por isso, tente seguir um passo a passo bem estabelecido para colocar em prática o planejamento realizado.

Checklist planejamento de obra

Como realizar uma boa Gestão de Custo de Obra?
Checklist planejamento de obra

Existem alguns pontos que podem te orientar na parte de formulação do planejamento e da viabilidade de obra.

  • Verifique os equipamentos e ferramentas que serão utilizados
  • Tenha sempre em mãos o cálculo de orçamento de obra;
  • Calcule o custo para execução da fundação e preparação do terreno;
  • Calcule custos de terceirização e/ou contratação de mão de obra;
  • Defina os prazos para cada etapa da obra até o momento da entrega;
  • Defina a taxa de remuneração da construtora;
  • Calcule os custos dos projetos arquitetônicos, estrutural, elétrico, hidrossanitário, prevenção de incêndio, ambiental e da regularização e licenciamento de obra;
  • Veja as possibilidades de financiamento e condições de pagamento;
  • Organize o cronograma de Obra;
  • Faça o cálculo de Retorno de Investimento (ROI) e de BDI;
  • Tenha um planejamento de vendas definido.

Como ter controle no gerenciamento de custo de obra?

Gerenciar qualquer parte no setor da construção civil é muito desafiador, já que controlar todos os processos e garantir bons índices de produtividade não é uma tarefa nada fácil.

Desde do desperdício de matéria prima à perda de tempo e dinheiro, nessa indústria as falhas são constantes, e quando não há um controle muito efetivo a tendência é culminar em uma sequência de problemas e prejuízos.

Sendo assim, o gestor de uma obra precisa estabelecer um controle dos custos, a partir do orçamento. Ou seja, na hora da contratação de profissionais, locação de equipamentos e compras de materiais é necessário tomar decisões baseadas em dados reais, respeitando o que foi planejado.

Depois que uma obra começa, são vários os processos que ocorrem de forma simultânea, o que inclui, área de compra de materiais, fechamento de contrato com empreiteiros, locar equipamentos, definir se contratará mão de obra própria ou terceirizada. Enfim, são muitos detalhes.

Além disso, temos que considerar que existem fatores que fogem do controle. Questões que envolvem o tempo, como a chuva e o vento, por exemplo, constantemente culminam em perda de insumos ou em alterações no cronograma da obra.

Dessa maneira, torna-se necessário tomar alguns cuidados até para conseguir garantir que, mesmo com os contratempos, o resultado final seja satisfatório.

A realização do custo individualizado por obra e o acompanhamento frequente do processo de construção da edificação, ajudam a garantir que o planejamento se cumpra.

 

O custo individualizado por obra

custo de obra
Custo de obra

Uma vez que, ao final de qualquer obra o objetivo é obter um resultado positivo a partir de um lucro bruto, torna-se importante calcular e controlar o custo de obra.

Mas como saber qual foi o custo exato de uma obra e qual foi o seu lucro?

Antes de qualquer coisa, é preciso de um controle rigoroso dos gastos, a partir da individualização dos custos por obra definido para cada custo, hora gasta ou trabalho feito.

Essa individualização dos custos por obra apresenta benefícios que facilitam o gerenciamento da construção. Uma vez que garante que o gestor:

  • Entenda quais obras dão lucro e quais dão prejuízo;
  • Compreenda os erros cometidos, evitando que ocorra novamente;
  • Possa traçar metas mais objetivas e sólidas;
  • Consiga promover e destacar os seus colaboradores, de acordo com o desempenho apresentado;
  • Planeje de forma consistente o seu fluxo de caixa.

Para que você consiga individualizar e controlar os custos das obras, será preciso se basear em métricas confiáveis.

A Plataforma de Gestão é uma ferramenta que centraliza as informações, possibilitando integrar os seus pedidos a centros de custos, que são criados a partir de cada obra. Além disso, a ferramenta permite que relatórios sejam gerados em tempo real.

O Sienge, por exemplo, é uma plataforma de gestão muito eficiente para o controle dos custos.

Acompanhamento da obra

Uma forma de ficar sempre atento ao controle do custo é fazendo o acompanhamento da obra. Ou seja, conferir periodicamente (quase diariamente) o que foi executado.

Afinal, estamos falando de uma indústria em que as mudanças são diárias e a mão de obra muitas vezes também recebe por dia de trabalho. Logo, é importante acompanhar todos os processos para que a obra possa ser entregue no prazo planejado, com o valor de custo estimado.

Com um orçamento bem feito, torna-se fácil acompanhar os custos e os gastos, a partir da utilização da “curva S”, gráfico que permite comparar os gastos planejados com os gastos realizados.

 

Dessa maneira é possível replanejar e redimensionar o custo da obra, se for preciso. Quando isso ocorre, não significa necessariamente que o planejamento inicial tenha dado errado, na verdade, pode ter ocorrido apenas um imprevisto. No entanto, caso não aconteça o acompanhamento, o que era um imprevisto pode se tornar facilmente um erro.

Portanto, como vimos ao longo do texto, o gestor tem como dever acompanhar cada passo da obra, assegurando que as despesas, o recebimento, o planejamento de compras e o armazenamento sigam o orçamento que foi planejado no início do processo.