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Capacitar equipes de obras: saiba como melhorar a performance dos colaboradores na construção civil

Será que os gestores da indústria da construção têm se preocupado em capacitar a equipe de obras? Se a resposta para essa questão for negativa, chegou a hora de direcionar um cuidado maior para quem faz o projeto acontecer no canteiro de obras diariamente.

Antes de inovações, tecnologias e máquinas, uma obra precisa de pessoas. Melhor ainda quando esses indivíduos exercem suas funções como profissionais competentes. Mas para que isso aconteça de forma efetiva, as empresas precisam investir em capacitação.

Os funcionários que atuam como pedreiros, serventes, pintores e em diversos outros cargos do setor, querem evoluir, até mesmo porque o trabalho é, majoritariamente, a sua principal forma de enxergar uma ascensão social e econômica.

Portanto, gestores, bora crescer junto com o time criando uma equipe de alta performance?

Neste texto, você confere:

Por que capacitar equipes de obra?
Os benefícios da capacitação
Como capacitar equipes de obra?

Por que capacitar equipes de obra?

Com um mercado em constante transformação, a capacitação de equipes de obra na construção civil tem se tornado uma necessidade. À medida que surgem novas tecnologias, os profissionais precisam ser ensinados para desenvolver uso do recurso da melhor maneira possível.

Ou seja, para se alinhar às novas tendências e se manter competitivo no mercado, as empresas e os profissionais precisam ter a mentalidade do treinamento e do aprendizado como método essencial.

As empresas devem investir na capacitação, mas os profissionais também precisam se colocar à disposição para evoluir no setor da indústria da construção.

A qualificação é o principal meio para se destacar nesse mercado tão competitivo. Assim, com os colaboradores prontos para executar o serviço, as empresas garantem melhores resultados, entregando com qualidade e no prazo.

Desse modo, aposte na democratização do conhecimento e na capacitação de bons profissionais. Treine, seja em processos executivos e técnicas de segurança, ou em habilidades de gestão. Em todas as áreas e funções, o treinamento faz a diferença.

Esse investimento em capacitar equipe de obras e priorizar a cultura de aprendizagem deve resultar em diversos benefícios para o seu negócio.

Os benefícios da capacitação:

Como já foi falado, o crescimento em conjunto é a grande vantagem do treinamento dos colaboradores, mas para ser mais específico, esse investimento resulta em:

  • Redução de custos: quando o profissional é treinado para ter a melhor jornada construtiva entendendo de todas regras, leis e as inovações existentes, suas decisões são mais assertivas. Assim, diminuem os custos com desperdícios, reparos e multas de contratos e outros órgãos reguladores;
  • Melhora da produtividade: quanto mais capacitado é um time melhor será a sua produtividade. O treinamento permite que a mão de obra seja mais eficiente, ágil e ciente dos processos. Ou seja, o resultado é um time mais produtivo;
  • Redução de rotatividade: O treinamento de equipes externas contribui para a preparação do funcionário responsável por assumir uma função. Assim, o colaborador já entra entendendo a cultura organizacional e sua responsabilidade no canteiro, o que  diminui a possibilidade de desligamento por falta de adaptação ao cargo;
  • Prevenção de acidentes: para evitar a ocorrência de acidentes no canteiro de obras, o treinamento sobre segurança deve acontecer de forma didática. A equipe deve receber as informações e poder tirar as dúvidas com instrutores;
  • Equipe integrada: A aquisição de novos conhecimentos permite que os colaboradores troquem mais experiências. Isso influencia na melhora da comunicação e permite que as ideias possam se complementar quando existe a necessidade de resolver desafios;
  • Profissionais mais engajados: O conhecimento sobre novos procedimentos serve como motivação para os funcionários, já que permite que cada profissional tenha as principais ferramentas para oferecer o seu máximo, o que também melhora o ambiente de trabalho.
  • Mais competitividade empresarial: com times mais capacitados, a execução do serviço melhora. Assim, a imagem da empresa no mercado ganha maior notoriedade. Isso influencia no fechamento de novos negócios.

Como capacitar equipes de obra?

Você viu que são muitos os benefícios adquiridos quando a empresa escolhe investir na capacitação no setor da construção. Essa costuma ser uma proposta essencial em diversas áreas, mas como colocar isso em prática?

Descentralização planejada

Já falamos sobre isso em outro texto aqui, mas é importante reforçar que os gestores precisam delegar funções. Essa é uma estratégia que também influencia na capacitação dos profissionais.

Para valorizar os colaboradores, as empresas podem estabelecer líderes para os diferentes setores do negócio, ou até para projetos específicos. Assim, as responsabilidades são distribuídas e novos profissionais passam a ter conhecimento para exercer funções de liderança.

Essa descentralização não significa que o gestor deve perder o controle, pelo contrário, eles precisam conhecer cada colaborador, acompanhar a programação semanalmente e ter domínio do processo executivo.

Desse modo, eles conseguem entender a capacidade de cada funcionário e dividir as funções em mestres, técnicos e encarregados.

Mas, de toda maneira, os gestores devem acompanhar o trabalho junto aos mestres de obras e engenheiros para fiscalizar as atividades a fim de garantir segurança e qualidade.

Constância e Motivação

O sistema de treinamento deve ser aplicado regularmente na prática. Assim, os funcionários podem ir, aos poucos, desenvolvendo rotinas operacionais e se integrar aos novos métodos e aos outros operários da obra.

Para que tudo se efetive, o alinhamento de metas, feedbacks e prazos devem ser debatidos e elaborados em reuniões semanais. Essa constância garante maior previsibilidade sobre os resultados do projeto.

Porém, para que essa constância seja uma realidade, os profissionais devem estar motivados. Enxergar possibilidade de crescimento e evolução é uma boa maneira de motivar a sua equipe, certo?!

Portanto, exerça sua função de gestor também com intuito de buscar novos líderes. Esse incentivo ao crescimento dos colaboradores é uma maneira de impactar o resultado da obra.

Por exemplo, quando um encarregado é formado e nomeado por um engenheiro, ele passa a se sentir mais parte do projeto e entrega um trabalho ainda melhor.

Isso porque ele recebeu um incentivo que o motivou, ponto que pode ser percebido e se tornar um objetivo para outros funcionários.

Ou seja, os colaboradores querem se sentir valorizados, sendo assim, faça isso. Compartilhe o valor do orçamento com a equipe, ofereça bônus e oportunidades.

Essas são algumas maneiras de motivar o funcionário e, consequentemente, melhorar a sua produtividade durante a rotina de trabalho.

Siga a metodologia dos 4 pilares

Pensar em prazo, custo, qualidade e segurança também é importante para capacitar equipe de obras.

Busque criar as programações semanais para priorizar o gerenciamento de equipe de forma organizada. Saiba e controle os custos para não ter desperdícios. Garanta a segurança da obra e foque na qualidade aplicando a FVS, ou Ficha de Verificação de Serviço.

E aí, você entendeu por que é importante capacitar sua equipe na construção civil? Para tirar dúvidas e receber notificações de novos conteúdos, nos acompanhe pelo instagram (tcpsistemas).

Por que usar drones na construção civil?

Já falamos sobre o uso de drones na construção civil aqui no blog quando tratamos sobre automatização de tarefas. Mas para muitos profissionais ainda não está muito claro qual é a importância dessa ferramenta na rotina diária do canteiro de obras.

Não, o drone não é só uma modinha e vai muito além de um equipamento útil no marketing para fazer gravações de vídeo com imagens amplas. O drone possibilita alguns benefícios importantes para a construção civil. Por isso, neste texto você confere:

O que são os drones, afinal?
As vantagens do uso de drones na construção civil
Qual é a função do drone na construção civil na prática?

O que são os drones, afinal?

O drone na construção civil vem se tornando uma realidade ao longo dos últimos anos. Mas essa proposta de um objeto que voa sozinho, controlado por uma longa distância, parecia bem abstrata há pouco tempo atrás. No entanto, existe um histórico do equipamento.

Você sabia que essas pequenas aeronaves surgiram no meio militar? Foi nesse setor que apareceram as primeiras propostas de drone e só depois disso que eles se popularizaram e tiveram o custo reduzido.

A partir disso, o recurso passou a ter uma função importante em áreas industriais e comerciais. Ou seja, além de ser usado na construção civil e de ser um recurso muito útil em projetos audiovisuais, o drone é um equipamento que também é utilizado em outras áreas.

Na prática, para você entender melhor, os drones funcionam como veículos aéreos controlados à distância com uso de controles remotos, ou até dispositivos móveis.

Esses veículos aéreos não tripulados podem ser de diferentes tamanhos e formatos. Eles são movidos a baterias que têm duração longa e carregam rapidamente. A maioria dos drones são compostos por hélices, já que essa é uma ferramenta que permite que o objeto alcance mais de 2 mil metros.

O ideal é que os drones tenham câmeras e sensores, assim, será possível registrar fotos, vídeos e ainda fazer escaneamento da superfície. Só essa descrição já mostra que esse equipamento pode ser muito útil na realidade da construção civil.

Mesmo que historicamente, esse seja um setor que tenha preferência pelas técnicas tradicionais, hoje em dia vem se tornando quase impossível abdicar dos novos equipamentos modernos e cheios de funcionalidades. Por isso, grande parte das empresas têm se rendido às soluções tecnológicas.

As vantagens do uso de drones na construção civil

Os drones na construção civil possibilitam a coleta de imagens aéreas, contribuindo assim para as auditorias das obras e, consequentemente, para a fiscalização de obras públicas.

Os veículos aéreos não tripulados (VANTs) têm transformado a realidade dos canteiros de obra. Isso porque, um voo de prospecção já oferece muitas métricas e visuais da área. Assim, muitos estudos podem ser realizados com apenas uma ação, podendo resultar em um projeto executivo de qualidade.

A análise prévia da área garante maior assertividade no projeto, além disso esse único voo garante informações ricas e tem um baixo custo.

Em geral, esses dados são utilizados nos primeiros estudos contribuindo muito para o desenvolvimento do projeto. Sendo assim, auxilia nos levantamentos, cadastros de áreas e análise de questões técnicas, incluindo a insolação do local em cada dia e horário.

Além disso, contribui para valorizar as imagens de empreendimentos imobiliários, trazendo novos ângulos do projeto para atrair os clientes. Com imagens coletadas de diversos ângulos é possível ter uma noção mais próxima do real, o que auxilia nas modelagens 3D, por exemplo.

Ou seja, o desenvolvimento, a composição de infraestrutura e a capacidade de realização otimizada do projeto aumentam com o uso de drones na construção civil.

Considerando o que foi abordado acima, destacamos a seguir alguns benefícios do uso de drones na indústria da construção.

7 benefícios do uso de drones na construção civil

  • Mapeamento da área construída: permite ter uma visão mais real do projeto;
  • Confere mais proteção e segurança: possibilita que os erros sejam vistos antes, assim, as soluções também são antecipadas;
  • Acompanha o progresso da obra e a atuação dos operários: com o uso de drones torna-se mais fácil estudar os detalhes de cada passo dado na evolução de uma obra, inclusive permite o monitoramento dos funcionários. Ou seja, auxilia muito na rotina de um gestor;
  • Realiza análise das estruturas: facilita o entendimento da estrutura do local a partir de uma visão ampla;
  • Captura imagens em diversos ângulos: permite acessar e visualizar áreas que seriam difíceis sem o uso dos drones. Isso auxilia no planejamento, por exemplo, de construções indústrias, de infraestrutura, imobiliárias e residenciais;
  • Imagens e informações de qualidade: com o uso de drones, a produção de informação e imagens é feita de forma ágil e prática. Isso possibilita custos reduzidos e entregas no prazo, ou seja, melhora a qualidade do serviço;
  • Diminui riscos de acidentes: o serviço de verificação de qualidade de elemento estrutural feito pelos drones, evita a necessidade de expor os colaboradores à altura e outros lugares arriscados.

De maneira geral, os sensores fornecem informações que podem ser usadas para soluções tecnológicas, otimizando projetos, gerenciando e planejando obras nos softwares de gestão.

A possibilidade de voo de drone feito de maneira autônoma, configurado em locais e horários programados contribui para geração de dados importantes que são usados para soluções nas mais diversas áreas da empresa.

Como funciona o drone na construção civil na prática?

Para começar a responder essa questão, um ponto que deve ser levado em consideração é saber quem e como irá executar tal função.

Isso porque, o colaborador responsável por guiar o drone deve ser orientado de maneira correta através de cursos que ofereçam informações sobre o softwares e parâmetros de tecnologia UAV.

Ou seja, não adianta apenas usar a inovação tecnológica, os funcionários precisam praticar e desenvolver a experiência com comprometimento, só assim os benefícios serão identificados.

Após o treinamento, os colaboradores do canteiro de obra podem usar o drone para mapear os terrenos. Após um breve voo é possível compreender os obstáculos e o que deve ser solucionado. Essas imagens vão possibilitar uma visão de como a obra deve ficar no futuro, já que simulações podem ser usadas.

Os voos programados permitem analisar como anda as fases da construção, podendo fiscalizar o uso de EPIs e EPCs a partir das imagens que são feitas durante o voo, além da verificação dos elementos estruturais. Desse modo, as equipes podem ficar em segurança no canteiro.

A inspeção de obras também é facilitada com o uso de drones, já que telhados e lajes, além de outros elementos podem ser analisados.

Os drones geram nativamente os seguintes dados.

  • Nuvem de pontos: conjunto de pontos que possui 4 características: coordenadas X, Y, Z, além da a cor;
  • MDS (Modelo Digital de Superfície): superfície que descreve a elevação da superfície da área levantada, contendo os objetos;
  • MDT (Modelo Digital de Terreno): superfície que descreve a elevação do solo da área levantada, sem a presença de objetos;
  • Ortomosaico: imagem única de toda a área, ortogonal, retificada e georreferenciada, obtida pela soma das imagens capturadas;
  • Modelo 3D Mesh: estrutura de um objeto 3D que é construído a partir de polígonos e texturas;

Para saber mais sobre o assunto clique aqui.

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Por que usar maquete 3D em seu projeto de construção?

Imagino que você já tenha observado alguma maquete 3D em algum shopping da sua cidade. Não adianta, esse é um recurso que chama a atenção das pessoas, principalmente de quem pretende comprar um imóvel. Ver o projeto é um ponto que pode tornar o sonho da casa própria mais real.

Mas essa tecnologia é muito mais antiga do que se imagina, as maquetes tridimensionais foram utilizadas em obras de séculos passados. Isso mesmo, as pirâmides do Egito, a Muralha da China e até as cidades romanas foram construídas a partir de projetos em 3D.

Claro que a evolução dessa proposta é constante, graças aos diversos recursos tecnológicos que surgiram ao longo dos anos, mas é interessante notar que essa não é uma proposta muito nova, né?

Se você quer saber porque as maquetes tridimensionais é um recurso tão utilizado, acompanhe neste texto:

O que é a maquete tridimensional?
A vantagens do uso da impressão de maquete 3D
8 classificações de tipos de maquete 3D
A evolução da maquete 3D ao longo dos anos

O que é a maquete tridimensional?

A Maquete 3D pode ser definida como uma representação realista de construções, objetos, mecanismos ou espaços físicos, só que tudo isso feito em escala menor.

No caso da construção civil, esse é um recurso muito utilizado para a demonstração de projetos de apartamentos, desenhos e terrenos. O que facilita visualizar além da construção, toda a arquitetura e paisagem do projeto.

A central de vendas que possui o projeto tridimensional tende a atrair mais os possíveis clientes, já que essa é uma maneira de conseguir visualizar todo o quadro, incluindo planejamento, ambiente, instalações de apoio e outros detalhes do que será entregue futuramente da mesma maneira.

No mercado nacional, a impressão 3D é uma tecnologia que vem se popularizando, isso contribui de forma significativa para a parte de criação de maquetes. Anteriormente a elaboração desse projeto era trabalhosa e demorada, já que geralmente elas eram feitas de madeira ou espuma.

De todo modo, o mais importante é que a maquete 3D permite a percepção de aspectos que não seriam possíveis em representações gráficas bidimensionais.

Existem três grupos principais de maquetes, que varia de acordo com a necessidade de uso:

  • Topográficas: maquetes montadas para reproduzir modelos de terrenos, de paisagens e jardins.
  • De edificações: maquetes que possuem miniaturas de edifícios e de interiores, sejam individuais ou de conjuntos.
  • Específicas: representam modelos de design, de móveis e objetos.

A maquete tridimensional tem duas funções principais: atua como ferramenta importante para a elaboração dos projetos e contribui na promoção das vendas.

No próximo tópico serão abordadas as vantagens da impressão em 3D, mas a maquete em si é essencial também para compreender o projeto, uma vez que permite identificar outras soluções tanto em ambientes internos quanto externos. Ou seja, essa é uma maneira de estimular a criatividade.

A vantagens do uso da impressão de maquete 3D

A maquete 3D apresenta benefícios para a construção civil em diversos âmbitos, como já foi falado acima, essa é uma maneira inclusive de descobrir e resolver problemas que poderiam surgir ao longo da execução da obra ou durante a utilização do imóvel.

Após identificar tais problemas, soluções podem ser planejadas para melhorar as áreas disponíveis para a obra ou sua circulação. Como aponta Criss B. Mills, as maquetes tridimensionais servem também para gerar ideias e contribuir para o aperfeiçoamento.

As maquetes em 3D podem ser feitas artesanalmente. Ou seja, utilizando ferramentas como estiletes, cola, tesouras, metais, madeiras, papel kraft, fibras, poliuretano e policarbonato, por exemplo. Além de outros materiais mais automatizados. Porém, a impressão em 3D é o método mais moderno para essa proposta.

Para além dos benefícios já citados, quando esse modelo de maquete é feito através de uma impressão em 3D, novas vantagens podem surgir.

  1. Estrutura Robusta e Rígida: com as impressoras 3D, a precisão e qualidade da superfície do projeto são altas, já que são diversos os tipos de materiais disponíveis para o modelo de impressão.
  2. Tempo de construção de modelo e maquete: se antes demorava algumas semanas para a maquete ficar pronta, no formato de impressão em 3D basta importar os dados do modelo e digitar na ferramenta que o projeto é impresso automaticamente.
  3. Ideias claras: a impressão tridimensional permite materializar o conceito de design. O desenho pode ser feito mesmo que não seja o do projeto final, assim o modelo de escala de qualidade tende a se tornar intuitivo e prático, resultando em um design mais personalizado para os clientes.
  4. Edição e Modificação: caso o cliente peça alterações no projeto a partir de sugestões e propostas, você pode modificar o modelo 3D do edifício com facilidade durante a modelagem e, em seguida, imprimir novamente o projeto.

7 classificações de tipos de maquete 3D

No blog do Sienge, as classificações são enumeradas para tratar sobre as maquetes tridimensionais na fase de projetos a partir do que aponta Criss B. Mills:

  1. Maquetes de Conceito: elaboradas nos estágios iniciais de um projeto, com o intuito de explorar qualidades abstratas, como materialidade, relações com o sítio e temas interpretativos.
  2. Maquetes de Volumes: simples, elas são feitas em pequena escala, representando apenas o tamanho e a proporção de uma edificação.
  3. Maquetes de Cheios e Vazios: apresentam a relação entre as áreas abertas e fechadas das edificações. São mais úteis para se entender a característica de uma edificação do que maquetes de volumes.
  4. Maquetes Desenvolvimento: neste caso a escala é maior do que os estudos preliminares, assim, o projetista pode visualizar o próximo nível de projeto.
  5. Maquetes de Apresentação ou Maquetes com Acabamento: elaboradas com cuidados especiais, já que representam um projeto finalizado.
  6. Maquetes do Sítio ou Relevo: realizadas com o objetivo de estudar a topografia, reproduzindo a declividade do terreno ou as curvas de nível.
  7. Maquetes do Contexto e de Urbanismo: neste caso até as edificações do entorno fazem parte do projeto, assim, torna-se possível apresentar toda a área urbana e seus componentes.

A evolução da maquete 3D ao longo dos anos

Considerando toda a utilidade e importância de um projeto 3D para vender e identificar problemas e soluções de uma ideia, obviamente existe todo um trabalho que busca trazer melhorias para essa proposta. Por isso, ao longo dos anos houveram diversas evoluções técnicas.

A partir de estudos e pesquisas, atualmente além da maquete tridimensional física, existem as maquetes virtuais ou eletrônicas feitas em 3D. Assim, o projeto referencia a obra de uma maneira detalhista e sofisticada.

Mas, diante de opções cada vez naus tecnológicas, qual é a melhor?

Essa é uma questão que vai depender de uma série de fatores, que inclui desde o orçamento de obra até o objetivo final do uso da maquete tridimensional.

Ainda que a maquete virtual seja mais prática, a maquete física continua sendo muito produzida. Afinal, para deixar em um espaço de divulgação, por exemplo, essa é uma opção mais atraente visualmente. Pois, além da primeira impressão, você pode identificar a textura e outros aspectos táteis.

A impressão 3D chega para proporcionar uma experiência ainda mais real do projeto. Além do trabalho ser realizado de maneira mais otimizada. Essa tecnologia produz detalhes do empreendimento.

Assim, são criadas sucessivas camadas do material, normalmente em polímeros termoplásticos. Neste caso também, os ajustes são feitos com apenas um clique, o que agiliza bastante o processo.

Você já sabia como funcionava a proposta de uso de maquetes 3D? Para saber mais sobre esse e outros assuntos da indústria da construção civil, nos siga no instagram (tcpsistemas).

A abordagem Design Thinking na Construção Civil

O conceito “Design Thinking” tem sido muito comentado nos últimos tempos. Isso surge como resultado da tendência de inovação e personalização que o método representa trazendo aspectos específicos em cada mercado. Assim, o design thinking na construção civil será trabalhado de uma maneira específica.

A proposta é pensar de forma otimizada o fluxo de trabalho a partir de processos de formação de novas ideias. Neste texto, você vai entender como essas ideias são geradas no setor da construção civil. Continue lendo e descubra:

O que é design thinking?
A etapas do design thinking
Design Thinking na Construção Civil: saiba as vantagens
Como implementar o design thinking na Construção Civil?

O que é design thinking?

Você não acha que tudo funciona melhor quando os envolvidos em um processo participam das decisões? O Design Thinking surge para priorizar a colaboração e coparticipação na tomada de decisão de uma instituição/negócio.

Desse modo, torna-se mais fácil encontrar meios de inovar nos mais variados processos de uma organização, focando na produtividade e no consumidor final. Mas para isso é necessário conhecer suas necessidades e objetivos.

O Design Thinking foi introduzido no mundo na década de 1990 através da consultoria IDEO, que na época gerenciava empresas do Vale do Silício ao acompanhar o desenvolvimento de algumas delas.

A proposta do DT acredita que é preciso pensar além da “caixinha” e conduzir a gestão priorizando a inovação.

O método é atravessado por variáveis que podem incluir o modelo de gestão e o ambiente de trabalho, por exemplo. Ou seja, não há uma metodologia definida para todos os tipos de negócio.

Aliás, para ficar mais fácil de decifrar essa proposta, o melhor seria pensar o Design Thinking antes de tudo como abordagem. Dessa maneira, fica claro que a proposta não é aplicar uma fórmula. Não será indicado um caminho a partir de algo que é exato ou matemático, pois nesse caso, não é mesmo.

Também conhecido pela sigla DT, essa abordagem traz como perspectiva a busca pela efetivação de uma empatia máxima.

Por isso, o mapeamento e a possibilidade de misturar diferentes visões, experiências culturais e os processos inerentes a vida de cada indivíduo contribui para a ampliação da visão para identificar barreiras e gerar soluções viáveis.

Assim como outras estratégias de negócio, a abordagem do Design Thinking busca contribuir para a satisfação do cliente, seja ele interno ou externo. Alcançar esse feito implica em ter um profundo conhecimento sobre suas percepções sobre o mundo, seus desejos e necessidades.

Duas funções do Design Thinking

A abordagem do DT na maioria das vezes é utilizada para:

  1. Solução de problemas: Baixa produtividade interna, falta de comunicação entre os times e dificuldade em seguir o workflow são problemas constantes. Essas características fazem parte da rotina dos gestores, que podem ser solucionados com aplicação do DT, já que a proposta inclui a colaboração, o que resulta em um ambiente mais unificado.
  2. Criação de novos produtos e serviços: Tendo o auxílio de todos os envolvidos no processo, a tendência é que surjam um maior número de ideias a partir do brainstorming. Isso significa que o valor agregado e as chances de sucesso do empreendimento também devem aumentar.

As etapas do design thinking

Como já foi falado acima, não existe um modelo que funcione para todo e qualquer tipo de negócio, por isso a personalização é essencial. No entanto, existem algumas etapas que podem ser seguidas nesse processo.

  • Empatizar: se coloque no lugar do consumidor e busque entender suas questões focado em suas experiências emocionais. Mais do que um apartamento, o cliente que realizar o sonho da casa própria. Portanto, é preciso se concentrar na chave da questão. Por isso, pesquisas, entrevistas e feedbacks são importantes.
  • Definir: a partir dos insights que surgem das propostas criativas sugeridas, você precisará definir qual ideia é uma prioridade e organizar seus objetivos considerando isso. Nesse momento também serão definidas as necessidades do cliente que resultam em soluções inovadoras; quais os limites para uma construção inovadora e quais os principais problemas a serem solucionados.
  • Idealizar: momento de trazer as ideias para o papel e buscar as soluções mais inovadoras possíveis. Em um projeto arquitetônico, por exemplo, é importante que outros indivíduos participem da construção do desenho. Assim, ele pode oferecer novas ideias.
  • Prototipar: a criação de versões simplificadas do empreendimento que será executada é uma etapa importante do processo. Isso porque ao criar esse protótipo, você consegue compreender a viabilidade do projeto. Desse modo, a chance do seu projeto não sair como planejado é menor. A partir disso, você vai conseguir transformar seu produto em modelo.
  • Testar: a fase do teste é o momento em que o cliente tem o contato e pode analisar e formar opiniões sobre o produto final. Caso não agrade, tolere as falhas e retorne o projeto para o brainstorm e pense em melhorias. Se for aprovado é só seguir com a produção e celebrar.

Design Thinking na Construção Civil

Como foi abordado ao longo do texto, o DT se adapta aos mais diferentes mercados. Sendo assim, relacionar essa abordagem à Construção Civil é uma ação quase que natural, já que as situações que ocorrem nesse setor costumam ter gaps, e abordagens como essa é um meio de trazer soluções.

Em geral, o Design Thinking traz os seguintes benefícios para a Indústria da Construção e incorporadoras:

As vantagens do Design Thinking na Construção Civil

1- Priorização do cliente

A aplicação dessa abordagem permite que o foco seja a experiência do cliente.

Assim, você aumenta o seu conhecimento sobre o público e mercado, além de ficar por dentro das principais tendências da construção civil. Isso possibilita que a relevância da empresa seja cada vez mais significativa.

2- Otimização da comunicação

A realização de brainstorms e atividades em grupo evita ruído na comunicação entre os colaboradores, uma vez que todos têm acesso às informações.

Desse modo, todos também se sentem mais à vontade para contribuir com ideias, seja nos processos ou no desempenho. Gestão e operação ficam mais integradas, evitando desencontros de informação.

3-Redução de erros

As etapas de definição, idealização, protótipo e avaliação podem ser repetidas quantas vezes for necessário. Além disso, ainda conta com as impressões do público. Ou seja, as coisas não são feitas de forma acelerada, assim os erros tendem a diminuir.

4-Melhora o entendimento sobre pessoas e processos:

Permite que os colaboradores também se conheçam melhor através das reuniões colaborativas. O mesmo acontece com os processos, que se tornam mais simples e eficazes.

5- Multidisciplinaridade 

A proposta da cultura participativa resulta na multidisciplinaridade. Ou seja, os colaboradores passam a conhecer atividades que até então, não faziam parte de sua rotina a partir da gestão de processos.

Assim, novos talentos surgem em sua empresa, beneficiando os resultados da construtora.

6-Inovação 

O DT configura novas práticas na construção civil, já que o setor passa a reavaliar as formas de pensar e agir para ir além do mesmo.

7-Integração dos times

Pedreiro, engenheiros, arquitetos, mestres de obra e projetistas trabalham com os objetivos alinhados tendo reuniões cocriativas constantemente. Assim, a visão hierárquica tende a deixar de existir no canteiro de obra, o que resulta em vantagens como leveza na rotina de trabalho e aumento da produtividade.

Como implementar o design thinking na construção civil?

Para implementar o design thinking na construção civil é preciso identificar onde estão as oportunidades de inovação.

A realização da análise SWOT e benchmarking são estratégias válidas para conseguir compreender tais pontos. Pesquisas qualitativas também ajudam a indicar qual é a oportunidade que o mercado desenha para sua construtora.

Considerando as necessidades e a percepção de valor dos clientes, novos produtos e serviços também podem ser desenvolvidos para o setor da construção. Mas, antes é preciso testar as ideias que surgirem. A partir da resposta positiva do teste, basta fazer o lançamento.

Entendeu o potencial do Design Thinking? Esse é um assunto que é muito importante, se você quer que sua empresa cresça de forma constante.

Para continuar acompanhando mais sobre a indústria da construção, nos siga no instagram (@tcpsistemas).

Como alcançar um gerenciamento de alta performance a partir da rotina de gerenciamento?

A gestão de obra é uma etapa importante na construção civil, não é por acaso que esse assunto aparece com frequência aqui no blog. Mas na sua empresa existe uma rotina de gerenciamento?

Em geral, o gerenciamento de obras é uma tarefa que passa por várias questões importantes. Entender todas essas tarefas é de suma importância para que a empresa alcance o lugar desejado. Dessa forma, após a compressão e aplicação dos pontos cruciais torna-se mais fácil se posicionar entre as melhores do mercado.

Não que exista uma equação exata que levará ao sucesso a partir da rotina de gerenciamento de obras, mas existem caminhos que são essenciais nesse percurso que pode levar ao sucesso.

Neste texto você confere:

Pilares da gestão de obra
Passos fundamentais para uma rotina de gerenciamento
Fluxo de obra monitorado
Metodologia de gestão implementada

Pilares da gestão de obra

O canteiro de obra funciona praticamente como uma fábrica, considerando os diversos processos que ocorrem diariamente. Sendo assim, o gerenciamento de obras é essencial para controlar os custos e os prazos do projeto.

Durante a rotina da obra é preciso lidar com empresas terceirizadas e diversas equipes que executam a obra em diferentes frentes. Faz com que tudo isso funcione de uma maneira adequada a partir de um gerenciamento eficiente pode trazer benefícios:

  1. Antecipação dos problemas: quando o gerenciamento é bem executado e o cronograma de obra bem planejado, você pode prever os imprevistos e evitar desperdícios e prejuízos, por exemplo, ao refazer acordos com fornecedores.
  2. Diminuição dos custos: o adequado gerenciamento resulta em investimentos mais assertivos no momento e nos locais certos. Assim, os atrasos diminuem e a identificação de materiais inadequados e equipes improdutivas é mais preciso.
  3. Controle do estoque de materiais: a partir do gerenciamento de obras a equipe tem acesso a uma lista com itens que são necessários para a composição do projeto, quando devem ser utilizados e com a quantidade disponível. Assim, o desperdício pode ser evitado.
  4. Percebe-se que essas três vantagens mencionadas envolvem os pilares do gerenciamento: prazo, custo, qualidade e segurança.

Para o cumprimento dos prazos, a rotina operacional é essencial. Isso significa que as reuniões com a equipe devem ocorrer frequentemente estabelecendo não só os prazos como também ajustes e metas.

Outra rotina importante é o monitoramento e controle a partir do que foi previsto e comparando com o que foi realizado. Desse modo, torna-se mais fácil identificar o que foi gasto e possibilita avaliar inclusive o valor agregado.

A qualidade é outro pilar importante do gerenciamento de obras, por isso, a ficha de verificação de serviços e outros processos ajudam a averiguar se tudo está funcionando no canteiro de obras como foi planejado.

Já as formas técnicas e a regulamentação são importantes para garantir o quarto pilar do gerenciamento, a segurança na construção civil.

Passos fundamentais para uma rotina de gerenciamento

Planejamento é uma boa palavra de ordem para começar a pensar a rotina de gerenciamento. Antes de iniciar um serviço é essencial estabelecer um cronograma de execução das atividades. Não esqueça de deixar tudo mais próximo da realidade.

Para ter um controle do que está sendo feito e um objetivo traçado, a definição de metas é primordial. Assim, você pode aumentar a produtividade e analisar o desempenho do que foi realizado.

Além disso, a escolha dos canais de comunicação também é uma etapa importante. Isso tanto para uma comunicação interna com os escritórios e equipe do canteiro de obra, quanto para os fornecedores e outros stakeholders que são parte do projeto.

É importante saber utilizar a tecnologia a favor, não só na comunicação como para outros processos. Existem muitos softwares que auxiliam na administração do empreendimento, incluindo o monitoramento do desempenho dos colaboradores e o uso de matéria-prima, por exemplo.
Porém, além desses aspectos, você precisa focar em dois passos essenciais nesse processo que vem se tornando comum no mercado.

Fluxo de obra monitorado

O objetivo do FOM, ou fluxo de obra monitorada, é compreender e monitorar o fluxo das ações, da comunicação e das informações presentes na obra.

Essa é uma ótima forma de iniciar o processo, uma vez que você pode utilizar dois fatores essenciais.

  1. Descentralização planejada (DP)
  2. Liderança Efetiva (LE)

O primeiro fator, a descentralização planejada é a habilidade de delegar funções. Afinal, todo gestor precisa saber liderar a equipe distribuindo funções e responsabilidades que sirvam como motivação para seus colaboradores.

Evite pensar que dar conta de tudo sozinho, gerir uma equipe envolve delegar. Em cada tipo específico de serviço, as equipes precisam ser divididas em mestres, técnicos e encarregados.

Ser líder não é ser “chefe”, ou pelo menos não é apenas isso. A ação de liderar um time envolve saber se relacionar com pessoas, engajar e motivar os colaboradores.

Além disso, o líder contribui para eficiência do projeto como um todo, sendo ainda independente e proativo. Por isso, a Liderança Efetiva é o segundo fator essencial.

Com os colaboradores bem direcionados e uma liderança efetiva e compartilhada, o trabalho da equipe deve garantir resultados diferenciados.

A partir dessa etapa já é possível identificar mudanças no gerenciamento realizado, e a partir disso também deve acontecer uma melhora nos resultados.

Metodologia de gestão implementada

A outra etapa do processo é a MGI, ou melhor a metodologia de gestão implementada. Para alcançar sucesso com esses métodos, as rotinas de gerenciamento (RG) e os indicadores de gestão devem ser considerados.

O trabalho diário de um gestor envolve uma série ampla de demandas e tarefas que são realizadas rotineiramente. Assim, esse líder segue essa rotina buscando resolver os problemas que aparecem ao longo do expediente.

Porém, além dessas tarefas diárias, existem as demandas previamente agendadas que são direcionadas para o time que você gestor lidera, como as reuniões semanais de alinhamento, por exemplo. Essas atividades são parte das rotinas de gerenciamento.

Sendo assim, as rotinas de tarefas são aquelas que surgem no decorrer do dia, já as rotinas de gerenciamento possuem objetivos específicos e ocorrem periodicamente.

As duas rotinas são importantes e essenciais para o sucesso, mas como a primeira é estabelecida, muitas vezes, até organicamente, a segunda normalmente é o ponto de atenção.

Portanto, não deixe de implementar as rotinas de gerenciamento para que assim você tenha um cronograma de metas mais assertivo.

Outro ponto primordial para a metodologia de gestão implementada são os indicadores de gestão que são usados para fazer as análises. Ou seja, os números e dados que correspondem ao desempenho da sua obra são mensuráveis. Isso permite entender o trabalho da sua equipe e o funcionamento das rotinas de trabalho.

Esses aspectos são controlados justamente a partir dos 4 pilares da gestão de obra que já foram mencionados neste texto. Em geral, pode-se dizer que a previsibilidade e controle são pontos essenciais para uma gestão de alta performance.

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Por que a curva ABC é importante para a construção civil?

Atraso de prazo e estouro de orçamento é um problema na rotina da sua empresa? Se sim, uma maneira de resolver esses dois gaps é controlando o estoque. É a partir disso que a curva ABC entra em pauta.

Esse método pode contribuir muito para a sua empresa que atua no setor da construção civil. Isso porque, ao aplicar essa proposta você pode analisar custos de recursos e gestão de estoque, por exemplo, além de outras coisas.

Para conhecer mais sobre esse método, continue lendo o texto e saiba:

Afinal, o que é a curva ABC?
Os principais benefícios da curva ABC
Como fazer o cálculo da curva ABC?
Curva ABC na construção civil: como aplicar?

Afinal, o que é a curva ABC?

“Always Better Control” é o que representa a sigla ABC, que no português seria “Sempre o Melhor Controle”, ou seja, esse é o método que permite identificar uma curva para entender o melhor controle dos insumos em uma obra.

Sendo assim, a Curva ABC deve mostrar o momento exato de comprar um item, qual deve ser o valor gasto, além de indicar qual é a melhor forma de organizar o canteiro de obras e o almoxarifado.

Pode-se dizer que o método é um classificador e ordenador de informações que considera o nível de importância. Por isso, muitos gestores confiam na curva ABC para analisar a situação e tomar decisões.

A proposta da curva, que permite essa análise, é a divisão dos itens existentes no estoque em três grupos, considerando o grau de impacto no orçamento e também no inventário. Desse modo, fica estabelecido a seguinte referência:

A: 20% dos itens tomam 80% do orçamento final;
B: 30% do inventário total tomam 50% do orçamento;
C: 50% dos itens ocupam apenas 5% do valor final do orçamento.

Ao separar os itens, considerando uma estratégia que identifica qual agrega mais valor, torna-se possível usar a curva para saber em quais itens os gestores devem investir a maior parte do orçamento de obra.

Esse pode ser um ótimo meio para evitar problemas, como estourar o orçamento e atrasar prazos, que como já foi dito, são questões frequentes que causam danos graves na construção civil.

É importante lembrar que esse método da curva ABC se relaciona com o princípio de Pareto. Você já ouviu falar nisso?

Vilfredo Pareto é um matemático que percebeu que 80% das terras na Itália pertenciam a 20% da população. A partir disso, ele observou que essa é uma proporção que aparece em outros lugares, com formas diferentes. Por exemplo, a tendência era que 80% dos lucros resultassem de 20% das vendas.

Entendendo esse aspecto, um especialista em gestão de qualidade pensou em levar essa proposta para outros setores, ou melhor, para a área organizacional. Porém, ele foi além dessa proporção, estabelecendo as outras duas descritas acima.

Os principais benefícios da curva ABC

Agora que já foi explicado o que é a curva ABC, esse é o momento de detalhar melhor seus benefícios:

  1. Controle de orçamento: o uso da curva é uma maneira de obter orçamento preciso, e o mais importante, realista. Assim, você consegue ter uma visão ampla dos gastos que são feitos durante toda a rotina de obra;
  2. Negociação assertiva: o impacto da negociação de insumos é imediato quando a curva ABC é utilizada. Isso porque, quando você sabe o que faz maior diferença no orçamento, você não perde tempo negociando itens que não devem apresentar uma economia significativa. Outra vantagem é que você pode negociar cada item ao longo da obra de acordo com as necessidades e, ainda, equilibrando o fluxo de caixa.
  3. Organização de todo o estoque com precisão: você pode planejar com assertividade a quantidade de insumos e as ferramentas necessárias para o canteiro em cada fase da obra. Assim, não ocorre de ter itens em excesso no estoque e nem falta material para completar uma atividade. Desse modo, o fluxo de trabalho melhora, assim como a gestão financeira/estratégica e a rotina dos profissionais.
  4. Auxilia na tomada de decisão: com a clareza oferecida pela curva ABC, fazer escolhas e classificar insumos e material de acordo com sua importância no processo, se torna uma ação mais fácil, uma vez que os dados oferecidos pelo método ajudam a identificar e melhorar esses pontos.

Como fazer o cálculo da curva ABC?

Para fazer o cálculo da curva ABC e conseguir garantir as vantagens descritas acima, você deve usar uma planilha do Excel, ou contar com um sistema de gestão de obras.

O sienge descreveu quais são os fatores necessários para calcular a curva ABC:

  • Descrição: aqui você descreve de forma completa o insumo ou material que vai usar na obra. É importante detalhar o item para ser específico e não confundir materiais parecidos;
  • Unidade: aqui você indica a medida usada para se referir ao item;
  • Quantidade: nesta seção você aponta a quantidade em número dos materiais que vai utilizar;
  • Preço (unitário e total): é importante registrar o preço de cada material ou insumo em ordem decrescente, do mais caro para o mais barato;
  • Participação (%): aqui você registra o grau de importância do material ou insumo em ordem decrescente. É este item que torna possível identificar a porcentagem do custo de cada tipo de item no orçamento final da obra;
  • Participação acumulada: este valor é a soma das porcentagens de participação de cada tipo de item, o que finaliza a classificação de qual item vai para cada grupo.

Em geral, essa é uma metodologia simples, no entanto, ela é muito potente para contribuir no controle de insumos e fazer a organização do estoque de ponta a ponta da obra.

Curva ABC na construção civil: como aplicar?

Como já falamos aqui, existem vários desafios no setor da construção civil, e a organização do orçamento é um deles.

Por isso, a curva ABC tem grande importância na construção civil, já que deve auxiliar no mapeamento de controle de gastos, rendimentos e gestão de custos.

A estratégia para a construção deve levar em consideração:

  • Mapeamento dos insumos utilizados com mais frequência;
  • Redução de custos que devem ser prioridade na negociação de materiais e serviços;
  • Avaliação dos impactos que a variação de preço teve no orçamento final da obra;
  • Contar com a ajuda das equipes para negociação e avaliações de preços;

Para montar a curva ABC para o orçamento de obra, o ideal é configurar a tabela manualmente, ao invés do uso de um software pago que realiza o serviço de forma automática.

Isso porque, a organização manual da curva permite maior personalização na análise dos dados.

É importante incluir na tabela dados de insumos e materiais utilizados na obra; medida de unidade usada; porcentagem que identifica a importância de cada item; quantidade de material do projeto, valores dos materiais (unitário e total) dos materiais e insumos utilizados na obra.

As listas e informações devem ser inseridas em ordem decrescente (do mais caro para o mais barato), gerando assim, relatórios confiáveis.

Seguindo esses passos você deve garantir que o empreendimento consiga manter o que foi estipulado como margem de gastos e prazos. Desse modo, a obra irá se manter otimizada e os resultados serão satisfatórios.

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Por que investir na cultura de aprendizagem na construção civil?

Por quantas mudanças a indústria da construção passou nos últimos anos? Muitas né?! Portanto, em um mercado com transformações constantes, o desenvolvimento da cultura de aprendizagem pode ser essencial.

Atualmente a Indústria 4.0 remete a esse momento do mercado cujo enfoque está em unir os mundos físicos, digitais e biológicos. Para isso, diversas tecnologias são utilizadas, o que inclui os softwares BIM e muitas soluções de gerenciamento de obra, como o uso de plataformas de CRM, por exemplo.

Se o intuito é priorizar a qualidade de conhecimento dos colaboradores, a cultura de aprendizagem precisa entrar em prática.

Sendo assim, neste texto, você confere:

O que é cultura de aprendizagem?
Por que investir na cultura de aprendizagem ?
5 benefícios da cultura de aprendizagem
Como colocar em prática a cultura de aprendizagem nas construtoras?

O que é cultura de aprendizagem?

A cultura de aprendizagem faz parte dos pilares que formam a cultura organizacional de valores, política, crenças e atitudes. Ou seja, esse não é um conceito novo, afinal a “aprendizagem organizacional” já era manchete em 1990 devido à obra de Peter Senge.

Pode-se dizer que a proposta da cultura organizacional é, desse modo, reforçar as qualidades existentes e potencializar a performance dos colaboradores.

Quando aprender coisas novas e compartilhar conhecimento é uma premissa da empresa, a base da cultura de aprendizagem já está pronta.

Mais uma vez, essa não é uma grande novidade, já que estabelecer referências e buscar conhecimento deveria ser uma característica de todos os profissionais, porém não é assim que funciona na maioria das vezes. Por isso é tão importante reforçar esse ponto.

Desse modo, as empresas ainda que considerem a existência de perfis, talentos e facilidades, precisa levar em consideração que o treinamento é uma maneira de transformar e fazer de um indivíduo um profissional bem melhor. Isso ocorre nas mais variadas áreas.

Na construção civil a participação em palestras, treinamentos e congressos é uma maneira de investir no aprimoramento para melhorar suas técnicas profissionais. Mas é preciso ir além disso, especialmente nesse setor que emprega profissionais em diferentes níveis.

Desse modo, a aposta em uma cultura de aprendizagem pode contribuir para que diversos profissionais possam desenvolver habilidades técnicas e comportamentais para liderar e gerenciar times.

Assim, cada colaborador, após se desenvolver, pode usar esse conhecimento na sua rotina. Desse modo, as chances do projeto e das funções serem aprimoradas só aumentam, resultando em ganhos que são individuais, mas que também podem ser coletivos.

Por que investir na cultura de aprendizagem ?

A verdade é que o aprendizado precisa ser constante, especialmente em mercados que são guiados pela evolução tecnológica. Os profissionais de alta performance já compreendem que precisam evoluir junto com a empresa, ou até estar um passo à frente.

No canteiro de obras, por exemplo, se o resultado não é satisfatório não adianta seguir produzindo. É preciso identificar os problemas para se chegar a uma solução que permita que a produtividade siga com excelência, assim como a qualidade da obra.

Segundo o Sienge, o treinamento e a capacitação de centenas de profissionais mostram que o desenvolvimento de habilidades comportamentais contribui de diferentes formas.

Aumento da produtividade, redução de desperdícios, incentivo à criatividade, liderança, inovação, trabalho em conjunto e melhor gestão do tempo. Essas são algumas das características da empresa e dos colaboradores que podem melhorar com a cultura de aprendizagem.

5 benefícios da cultura de aprendizagem

Em geral, os principais benefícios que a cultura de aprendizagem oferece são os seguintes:

  1. Maior eficácia nas atividades: ao aprimorar as tarefas e processos, você consequentemente melhora os fluxos de trabalho. Assim, a empresa tem maior produtividade, ou seja, melhor desempenho e lucratividade;
  2. Valorização do capital humano: fortalece a importância dos colaboradores, que ao se capacitarem conseguem contribuir de uma maneira mais significativa e eficiente para a empresa;
  3. Conhecimento Multiplicado: quando a organização valoriza a cultura de aprendizagem ela favorece não só a possibilidade de ganhar conhecimento, como também o compartilhamento desse conhecimento. Isso motiva que os colaboradores tenham vontade de crescer junto da empresa.
  4. Satisfação do cliente: a evolução dos profissionais resulta na evolução dos serviços oferecidos e produtos comercializados. A característica da inovação é um ponto que pode ser um diferencial para a marca, já que os clientes tendem a buscar isso.
  5. Consolidação no mercado: quando a empresa acredita na cultura de aprendizagem, fica claro que ela se preocupa com o crescimento e em realizar mudanças. Essas características contribuem para gerar uma percepção de confiança e solidez.

Como colocar em prática a cultura de aprendizagem nas construtoras?

Deu para compreender que se você tem o intuito de entregar resultados mais sólidos e consistentes é necessário buscar caminhos para o aprendizado. Isso pode acontecer através da formação acadêmica, cursos técnicos, webinars, palestras e outros meios de qualificação.

Os colaboradores podem seguir dois caminhos principais para obter esse conhecimento.

  1. Aprendizado formal: quando a empresa estrutura uma proposta considerando os objetivos que pretende alcançar. Desse modo, conta a duração, o escopo de conteúdo e como isso pode ser aplicado depois na empresa. O treinamento com agentes externos e consultores é uma das propostas mais comuns neste caso.
  2. Aprendizado informal: quando a busca é mais individual. Ou seja, você entende que precisa desenvolver ou melhorar seu conhecimento. A partir disso, você busca algo que faça sentido para você e que possa servir para melhorar o coletivo. Neste caso, não existe a supervisão ou avaliação de gestores.

Independentemente do método, é importante que a organização estimule os colaboradores a se aperfeiçoarem, sobretudo na indústria da construção civil em que a troca de experiência é tão intensa e as inovações são constantes.

A tecnologia deve ser uma aliada para que as informações e soluções desenvolvidas nas capacitações sejam difundidas. Assim, todos podem ter acesso ao conteúdo e podem pensar em formas de trazer melhorias.

Em geral é preciso que a empresa:

  • Priorize ações de aprendizagem no dia a dia;
  • Reconheça a importância da aprendizagem informal;
  • Aposte em especialistas que conecte forma e metodologia em prol de ações alinhadas a construtora;
  • Disponibilize conexões, tecnologia e troca de conhecimento;
  • Crie ações que fortaleçam a cultura de aprendizagem incentivando os modelos formal e informal;
  • Acompanhe e trabalhe considerando os resultados.

Sendo assim, aos poucos a cultura de aprendizagem vai se tornando um ativo capaz de diferenciar as empresas e funcionários diante do mercado.

Planejamento estratégico de obra: como fazer?

Você realmente sabe da importância da realização de um planejamento estratégico de obra?

Ou melhor, qualquer área ou empresa necessita de um bom planejamento. Essa é uma temática debatida constantemente por aqui quando se pretende falar da gestão empresarial. Afinal, o setor estratégico é sempre a base de tudo.

A partir desse entendimento, cada negócio se move de uma maneira para elaborar seu planejamento recorrendo a ferramentas que são específicas para isso.

Mas para além disso, é essencial que a equipe seja treinada para isso. Assim, o time compreende o funcionamento das tecnologias utilizadas e desenvolve uma cultura de aprendizagem.

Neste texto, você confere:

Por que elabora um planejamento estratégico?
As caraterística um bom planejamento
Como fazer o planejamento estratégico de obra?

Por que elabora um planejamento estratégico?

Antes de responder à questão do título, é importante apontar que o planejamento é definido como a descrição de cada fase de um projeto.

Assim, a partir disso, são definidas as ações que precisam ser realizadas nas etapas e qual é o prazo determinado para entrega.

Desse modo, a equipe consegue ter um norte sobre o que fazer em cada momento, o que permite uma execução mais adequada das atividades. Com o planejamento os gestores também conseguem ter um controle maior das tarefas executadas.

O planejamento está sempre alinhado ao que já falamos aqui sobre objetivos e metas. Assim, quando já existe essa visão de onde pretende-se chegar, o planejamento é elaborado com maior facilidade.

Porém, não adianta só pensar em alcançar o objetivo final, elaborando um planejamento a longo prazo. Portanto, reflita, debata e converse com a equipe sobre quais serão os objetivos a curto, médio e longo prazo.

Após essa definição, chega a hora de estabelecer o plano de ação e colocar em prática as estratégias que devem contribuir para que o objetivo seja alcançado.

Entender todas as demandas também é um aspecto essencial para separar as ações que serão realizadas em cada nível.

As características de um bom planejamento

Para que o planejamento estratégico seja realizado é preciso considerar três pilares essenciais na hora da elaboração:

  1. Cultura de aprendizagem: O investimento em treinamento e cursos externos com consultores e palestrantes da área ajuda no desenvolvimento técnico e comportamental de gestores, líderes e outros colaboradores. A própria troca de experiência entre os membros da equipe também é uma forma de contribuir para o aprendizado.
  2. Tecnologia e inovação: A evolução da construção civil se relaciona diretamente com esses dois termos. Graças a isso, atualmente é possível otimizar o tempo e mão de obra, alcançar bons resultados a partir do uso de ferramentas e softwares e até influenciar na sustentabilidade no canteiro.
  3. Plano de ação: Tendo os dois recursos acima funcionando com eficácia, basta elaborar o planejamento e colocar tudo em prática. Para isso, considere as prioridades e as coloque em ordem de urgência organizando o planejamento tático e operacional.

Com a equipe preparada, o equipamento adequado e um plano de ação traçado torna-se mais viável conseguir alcançar as metas e objetivos que foram definidos.

O planejamento estratégico é o que ajuda na avaliação e estruturação do projeto. Ou seja, consequentemente tem um papel fundamental na execução das tarefas posteriores.

Além disso, o planejamento serve como suporte para reestruturação de questões administrativas, como o acompanhamento de custos e redefinição de prazos. Dessa forma, a equipe consegue exercer maior controle das despesas e reduzir custos se necessário.

Do mesmo modo, a realização do planejamento contribui para compreensão da viabilidade do empreendimento, a previsão de compras e permite maior controle de desperdícios.

Como fazer o planejamento estratégico de obra?

Algumas dicas importantes para fazer o planejamento estratégico de obra adequadamente são:

  1. Compreenda a proposta do projeto, avaliando as necessidades, prós e contras e cada ponto crítico;
  2. Tenha em mente quais são os objetivos estratégicos da empresa;
  3. Defina com exatidão como deve ser a execução das atividades, incluindo aqui a escolha do sistema construtivo da obra. Assim, você maximiza os resultados e melhora a gestão do tempo;
  4. Indique como ficou o orçamento de obras, considerando custos com a contratação de mão de obra e compra de materiais que serão necessários em cada fase do trabalho;
  5. Se atente aos prazos estipulados para evitar ociosidade e desperdício de materiais;
  6. Controle os custos de forma bem analítica consultando o planejamento com frequência. Desse modo, os impactos financeiros são minimizados;
  7. Considere a integração entre físico e financeiro para um gestão de obras mais eficiente;
  8. Analise hierarquicamente as atividades de modo que favoreça o fluxo produtivo;
  9. Identifique qual é a melhor estruturação de logística a fim de evitar prejuízos de tempo e financeiro. Saiba a trajetória dos veículos usados no processo e onde serão alocados os materiais entregue pelos fornecedores;
  10. Estabeleça as diretrizes do projeto para garantir custos menores e melhores resultados, considerando a qualidade produtiva de cada setor;
  11. Considere alterar as estratégias caso seja necessário e estude as possibilidades.

Outros recursos importantes:

Ter as informações bem estruturadas, agrupadas e de fácil compartilhamento contribui para a tomada de decisões assertivas, influenciado em resultados e em casos de imprevisto no dia a dia da obra.

A estruturação dos processos construtivos a partir do Lean Construction é um modo relevante para alavancar o planejamento estratégico de obra. Portanto, considerar a construção enxuta é um ponto que ajuda no plano.

O BIM, especialmente quando integrado a um software ERP, contribui para a visualização do que foi planejado, a partir de uma representação fiel e atualizada do projeto.

Ou seja, cada vez mais para elaborar um planejamento estratégico de obra é importante considerar novas plataformas e propostas.

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Como fazer o controle de qualidade de obra?

Qual a importância do controle de qualidade de obra? Como isso faz a diferença no canteiro? Essas são algumas questões que serão respondidas neste texto.

Sempre falamos aqui sobre a complexidade da indústria da construção civil. O controle de qualidade é mais uma forma de fazer com que tudo funcione de maneira prática e eficiente.

Desse modo, existem alguns caminhos que podem e precisam ser tomados para executar esse processo.

Para compreender melhor leia o texto e confira:

A importância do controle de qualidade de obra
Os maiores benefícios do controle de qualidade de obra
Passo a passo do controle de qualidade de obra
Os pilares do controle de qualidade

A importância do controle de qualidade de obra

Ter um controle de qualidade bem executado significa que há grandes chances de você entregar bons projetos. Isso também contribui para as operações de pós-venda de uma empresa. Pensando a longo prazo esse é um investimento que traz muitos benefícios e pode melhorar a imagem da sua empresa no mercado.

Quando não há um controle de qualidade, aumentam as chances de você se depara com problemas de reclamação de clientes, retrabalhos, perda de contratos, multas, além de outras questões. Ou seja, é melhor apostar nessa proposta preventiva, que deve facilitar o seu trabalho.

Além disso, muito mais do evitar problemas, o controle de qualidade possibilita uma construção de marca sólida e bem posicionada, que desperta a confiança dos clientes. Por isso, esse é um processo que precisa de existir constantemente

Mas é preciso considerar as mudanças que ocorrem no mercado da construção civil, uma vez que as soluções também acabam mudando ou se transformando.

Com a importante e constante modernização do setor, novas políticas de segurança e novos padrões normativos que possibilitam a qualidade da obra acabam surgindo e mudando muita coisa em um curto espaço de tempo.

Por isso, é importante ficar atento. Assim você consegue estar alinhado à um método que foi fiscalizado para que as reais demandas do mercado, das pessoas e do meio ambiente sejam atendidas.

O uso de técnicas e estratégias que prezam pelo aumento da produtividade são pontos importantes para gerenciar a qualidade de uma obra.

Uma norma que é considerada relevante na construção civil é o ISSO 9001. Segundo o Sistemas de Gestão de Qualidade (SQG), a ISSO 9001 deve ser considerada desde a contratação de pessoal até a última etapa, (entrega das chaves).

Desse modo, você possibilita a realização de um trabalho de qualidade e, consequentemente, garante a satisfação do cliente.

Os maiores benefícios do controle de qualidade de obra:

  1. Segurança: tanto os colaboradores que trabalham diariamente no canteiro de obra, quanto os moradores do espaço construído, ficam mais seguros quando projeto é executado pensando no controle de qualidade;
  2. Produtividade: como já foi apontado, esse é um dos pontos positivos do uso do controle de qualidade, já que essa proposta quando aplicada da forma correta, resulta no aumento da produtividade de tarefas grande e pequenas;
  3. Agilidade: Entregar no prazo e ter um orçamento em dia deixa de ser uma dificuldade quando existe um controle de qualidade de obra. Um bom sistema de gestão e o uso de boas plataformas facilitam isso;
  4. Qualidade do produto: a ideia do controle, obviamente, tem como um dos objetivos, entregar um produto final que seja capaz de satisfazer o cliente. E é isso que deve acontecer neste caso;
  5. Otimização dos custos: quando o controle de qualidade é aplicado, os investimentos vão para o lugar certo. Não é só sobre corte de gastos, é sobre saber aplicar o valor disponível. O programa também evita desperdícios e compra de materiais ruins, contribuindo para otimizar os custos.

Passo a passo do controle de qualidade de obra

Os benefícios e a importância do controle de qualidade de obra são evidentes. Mas como colocar isso em prática:

1.Adquira um sistema digital de controle de qualidade

É nesse sistema que outras ferramentas da sua gestão de negócios serão integradas. Assim, você consegue ter controle das ações que acontecem no escritório e também daquelas que ocorrem no canteiro de obras.

2.Treine os colaboradores

Para que os colaboradores da empresa consigam compreender e executar bem as ações das ferramentas é necessário capacitá-los para isso. O treinamento é importante até para atualizar o conhecimento com uma frequência maior.

3.Inicie o controle de qualidade durante a realização do serviço

Não espere ter algo pronto para analisar e garantir a qualidade, comece fazendo isso durante a execução dos serviços. Assim, você consegue criar processos claros e oferecer treinamento, materiais e ferramentas que elevam a qualidade do serviço.

4.Estabeleça um grupo de parceiros gabaritados

Entenda quais são os melhores fornecedores, funcionários, prestadores de serviços e até clientes. Isso garante, por exemplo, que os materiais estejam do jeito certo, no horário certo, entre outras coisas.

5.Ajuste os processos em tempo real

Não se acomode em relação aos projetos, busque melhorias em todos os detalhes, para que assim você perceba o problema e consiga ajustar naquele mesmo instante.

Os pilares do controle de qualidade

Como é possível perceber, existem alguns pontos primordiais para fazer o controle de qualidade de obras.

Ter atenção aos fornecedores é um dos pilares mais importantes na hora de pensar na qualidade. Assim, você precisa se atentar a reputação do fornecedor e já fidelizar um que execute um serviço de qualidade com entrega no prazo.

Desse modo, não adianta pensar só no custo-benefício e no lucro. Escolha pela qualidade, e tente pesquisar e entender se está pagando um preço justo pelo material. Confiança e compromisso são as palavras-chave para pensar no fornecedor.

Não esqueça de escolher um bom material também, pois não adianta ter um bom fornecedor, mas a qualidade do material ser ruim.

Para evitar esse tipo de problema, tente seguir a norma NBR 15575 com atenção. Assim, você garante que todos os materiais utilizados estejam no mesmo nível.

O local da armazenagem do material também deve ser considerado, se a intenção é manter a sua qualidade intacta.

Por fim, esteja por dentro da capacidade e características positivas e negativas dos seus colaboradores. Assim, você consegue entender o que será executado com alta qualidade e o que precisa ser repensado, antes que a execução ocorra. Essa é uma função importante do gestor de obra.

Essa mesma regra e cuidado deve ser aplicada aos serviços terceirizados que ocorrem durante a execução da obra. É importante que tudo esteja no mesmo nível qualitativo.

O uso de tecnologias e de diversos sistemas é o que auxilia na gestão do controle de qualidade.

Assim, a supervisão pode ser bem feita em obras de diferentes dimensões, acompanhando diferentes fases do projeto.

Para conhecer uma plataforma que contribui para a execução desse serviço entre em contato por aqui.

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Engenheiro 4.0: O que esperar desse profissional?

Por que é importante falar sobre o engenheiro 4.0? Antes de responder essa pergunta é importante saber que essa é uma área de grande complexidade. Desse modo, os profissionais do setor também são diversos.

Existem engenheiros com formação em diferentes cursos e que se especializam em diversos assuntos. Assim, esse profissional pode trabalhar com construção civil, infraestrutura, transporte, mecânica, softwares…uma infinidade de áreas mesmo.

Por isso, conhecer as inovações do setor é muito importante para unificar esses profissionais, que apesar de diferentes também possuem conexões. Isso porque todos precisam ficar por dentro das novidades para conseguir se destacar no mercado.

O conceito de Engenheiro 4.0 chega para mudar a rotina dos profissionais e das fábricas. Sendo assim, as empresas terão profissionais mais capacitados e resultados mais otimizados.

Para saber mais sobre o assunto, não deixe de ler esse texto agora!

O que é a indústria 4.0?
As características do engenheiro 4.0
A importância da capacitação em BIM para esse profissional

O que é a indústria 4.0?

Tudo bem que o assunto deste artigo é o engenheiro 4.0, mas para falar sobre esse novo profissional é preciso tratar sobre a indústria 4.0. Você já ouviu falar sobre esse conceito?

Antes de chegar nessa fase industrial, o mundo passou por três grandes revoluções industriais e cada uma delas alterou de forma significativa o modelo de trabalho vigente.

  • 1º Revolução Industrial: provocou a mecanização da produção artesanal;
  • 2º Revolução Industrial: impulsiona a produção em massa;
  • 3º Revolução Industrial: advento da transformação digital e aumento da globalização.

Esses momentos de grandes transformações são bem marcantes para nossa história, certo?! Mas o que marcaria o quarto momento industrial?

A quarta revolução é a era da Internet das Coisas (IoT). Isso porque os sistemas de produção estão cada vez mais modernos, customizáveis e autônomos. Assim, a cadeia produtiva fica mais dinâmica e com os sistemas integrados.

Os três pilares principais da Indústria 4.0 são:

  1. IoT (Internet of Things): A internet agora está muito além dos smartphones e computadores. A conexão está até em fogões e geladeiras, por exemplo. Uma revolução no mercado.
  2. Big Data: Essa tecnologia é o que permite a captura, controle e gerenciamento correto dos milhões de dados gerados a cada minuto. Ou seja, um processo indispensável de captação, processamentos e armazenamento de informações na internet.
  3. Segurança: A necessidade do controle e cuidado com as informações na rede exige políticas de privacidade e segurança. Desse modo, problemas de vazamentos, falhas e invasões deixam de acontecer.

A partir desses três pontos é possível perceber que a indústria tem, de fato, grandes mudanças que são capazes de transformar o mercado provocando uma revolução.

As características do engenheiro 4.0

Agora que já foi explicado o que é a indústria 4.0, fica muito mais fácil compreender o que representa o engenheiro 4.0, certo?!

Com tantas inovações, e até mesmo oscilações, nos processos industriais, surgem novas demandas no mercado de trabalho de diversos setores, inclusive e sobretudo, na construção civil.

Os impactos dessas mudanças alteram desde o processo de planejamento até a análise dos resultados de um projeto de obra. Isso significa que o profissional da construção deve ter algumas características, incluindo ser multidisciplinar.

Não basta uma formação, o Engenheiro 4.0 deve ter também outras habilidades:

  • Boa comunicação interpessoal: essa é uma característica capaz de tornar o profissional ainda mais completo. Isso porque permite que o engenheiro consiga delegar tarefas para diferentes pessoas, informar com clareza , liderar um time e fornecer bons feedbacks.

Além disso, o profissional deve ser empático, transparente, sincero e ter visão empreendedora.

  • Visão analítica: Para dar conta de tudo que envolve o projeto, priorizar e ter cuidados analíticos sobre coisas, processos e pessoas é muito importante. Isso não só com os dados, como também para estudar e entender as principais tendências do mercado.

A análise crítica e entendimento de todos os detalhes do projeto contribui para a produtividade do profissional.

  • Planejamento estratégico: Saber os objetivos que se deseja conquistar é primordial para estruturar um bom planejamento com um cronograma preestabelecido.

Para que isso aconteça, o profissional deve interpretar os dados, gráficos e tabelas a fim de realizar um estudo do mercado para aplicá-lo nos projetos.

  • Atualização constante: O Engenheiro 4.0 é o profissional que se preocupa em se manter relevante e alinhado à todas as novidades que surgem. Sendo assim, buscar cursos além da graduação e ampliar o networking, interagindo com perfis multidisciplinares é essencial.

A importância da capacitação em BIM para esse profissional

O Building Information Modeling, ou BIM, é um método tridimensional e digital que desenvolve sistemas de representação de um projeto arquitetônico. A proposta é levar em consideração as características físicas e funcionais do projeto.

A plataforma pode ser acessada de diferentes dispositivos. Assim, você pode conferir diversas informações do projeto com muita facilidade. Além disso, você pode mensurar orçamentos e outros aspectos do projeto.

Sendo assim, o engenheiro 4.0 precisa ser capacitado nesse quesito. Esse profissional precisa ser um conhecedor do BIM para se destacar na indústria 4.0.

Em geral, pode-se dizer que o engenheiro 4.0 é a modernização do profissional do mercado da construção já existente. De certa maneira, a atualização do conhecimento profissional deveria ocorrer em todas as áreas que mudam constantemente.

Na construção civil, as inovações são muitas, sendo certas vezes revolucionárias, de fato. Portanto, o profissional precisa acompanhar o mercado para conseguir executar as funções que são parte da sua rotina de trabalho.

Você acha que é ou tem trabalhado com um engenheiro 4.0? Se não, o que falta para alcançar esse título? Tente refletir sobre isso e buscar melhorias para ser um profissional de grande sucesso.

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